No Programa de hoje 14/02/2012
Primeiro satélite brasileiro completa 19 anos em operação
ESA observou que ritmo de rotação de Vênus é menor do que o pensado
Raios mataram 81 pessoas no Brasil em 2011
Engenheiro inventa chuva sólida para ser usada na agricultura
Cientistas descobrem como proteína se protege do vírus HIV
Cortes no orçamento da Nasa atingem exploração de Marte
Proposta de Obama dá US$ 17,7 bilhões para programas da agência espacial em 2013
O Globo
RIO – Um dos maiores sucessos de público e crítica da Nasa nos últimos anos, o programa de exploração de Marte é a principal vítima dos cortes do orçamento da agência espacial americana para o ano fiscal de 2013, que se inicia em outubro. Embora a proposta enviada pelo presidente Barack Obama ao Congresso dos EUA nesta segunda-feira preveja o repasse de US$ 17,7 bilhões, uma redução de apenas 0,3%, ou US$ 59 milhões, sobre os gastos de 2012, a divisão de ciências planetárias da Nasa viu sua fatia no total cair 20%, de cerca de US$ 1,5 bilhão para US$ 1,2 bilhão.
Com isso, um dos mais ambiciosos projetos da Nasa para os próximos anos está em risco: o ExoMars, uma colaboração com a Agência Espacial Europeia (ESA). Os planos do programa conjunto eram enviar uma nova sonda orbital para o planeta vermelho em 2016, seguida por um novo par de veículos-robôs em 2018 para, por fim, realizar uma missão que recolheria amostras do solo e as mandaria de volta à Terra nos anos 2020, abrindo caminho para o envio de uma nave tripulada. Segundo o acordo firmado em 2009, a Nasa entraria com US$ 1,4 bilhão no projeto, enquanto a ESA colaboraria com US$ 1,2 bilhão.
“O apoio para a exploração robótica de Marte foi reduzido em razão do lançamento em 2012 do multibilionário Mars Science Laboratory”, destacou o texto em uma referência ao veículo-robô Curiosity, em rota de Marte desde novembro. Apesar disso, a proposta de Obama afirma que a “Nasa continua interessada em trabalhar com parceiros internacionais para identificar oportunidades na exploração de Marte consistentes com o orçamento disponível da agência”, destacando porém que “algumas importantes, mas atualmente inviáveis, missões estão indeferidas, como missões de grande porte para estudar a expansão do Universo e o retorno de amostras de Marte”.
Por outro lado, a previsão orçamentária da Nasa trouxe um suspiro de alívio dos defensores do projeto do Telescópio Espacial James Webb (JWST, na sigla em inglês), o sucessor do Hubble. Depois de ficar sob risco no ano passado devido ao estouro de seu orçamento e cronograma, ele deverá receber os recursos necessários para sua conclusão e lançamento, previsto para 2018. Segundo a Nasa, o JWST terá um custo total de US$ 8,8 bilhões e será 100 vezes mais sensível que seu antecessor, podendo observar como era o Universo pouco após o Big Bang.
Por fim, a Nasa receberá US$ 3 bilhões para desenvolver sua nova geração de foguetes e cápsulas que deverão levar astronautas para um asteroide na próxima década e para Marte na seguinte. Além disso, outros US$ 830 milhões serão direcionados para o financiamento das empresas que estão desenvolvendo os “táxis espaciais” que substituirão os aposentados ônibus espaciais da agência no transporte de pessoas e cargas até a baixa órbita da Terra e a Estação Espacial Internacional (ISS).
Dando as caras de novo
Espécie de sagui escondida por quase 70 anos é redescoberta na Amazônia. O animal só havia sido descrito com base em uma ilustração científica e seu local de ocorrência era desconhecido. Agora, pesquisadores trabalham numa descrição mais completa.
CH Online
Por: Sofia Moutinho
O ‘carinha’ ficou desaparecido por quase 70 anos e muita gente até duvidava de sua existência. O Saguinus fuscicollis cruzlimai, cujo único registro era uma pintura, acaba de ser redescoberto por biólogos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Museu Paraense Emílio Goeldi na unidade de conservação Floresta Nacional do Purus, no limite entre os municípios de Pauini e de Boca do Acre, no sul do Amazonas.
O dorso avermelhado do sagui, principal diferença da espécie redescoberta para as demais encontradas na região, ficou imortalizado na ilustração feita por Eládio Cruz Lima no livro Primatas da Amazônia, publicado em 1945 pelo Museu Goeldi. Com base no desenho, o animal foi descrito como uma espécie pelo biólogo estadunidense Philip Hershkovitz em 1966.
No entanto, a descrição carecia de informações e a espécie era desconsiderada pela União Internacional de Conservação da Natureza. O biólogo do Museu Goeldi José de Sousa e Silva Júnior, mais conhecido como Cazuza, conta que, antes da descrição de Hershkovitz, a instituição chegou até a ter um exemplar empalhado da espécie, mas que se perdeu nos anos 1940, deixando espaço para mais dúvidas.
“Ninguém acreditava que o sagui era de uma nova espécie”, conta. “Pensavam que se tratava de um indivíduo com alguma doença que dava a coloração diferente ou com uma variação própria que seria descartada pela seleção natural.”
Com essa história na cabeça, o biólogo Ricardo Sampaio, do ICMBio, iniciou a busca pelo primata misterioso. Durante o inventário Primatas em Unidade de Conservação da Amazônia, financiado pelo ICMBio, o biólogo se deparou com o Saguinus fuscicollis cruzlimai em carne, osso e respiração.
“Foi uma surpresa bastante agradável, pois muita gente duvidava que a espécie fosse real e não havia pesquisas para corroborar a sua existência”, diz Sampaio. “Mas, por outro lado, se ele realmente existisse, era bem provável que ocorresse na região; isso com base no material histórico deixado por Hershkovitz.”
Depois do encontro devidamente registrado, Sampaio recolheu quatro saguis para análises biométricas, de pelagem e genéticas. Atualmente, os dados estão sendo reunidos para concluir uma redescrição precisa da espécie.
Apesar de ter ficado desaparecido por tanto tempo, o biólogo acredita que o Saguinus fuscicollis cruzlimai não seja raro, mas bem comum na região. No entanto, ressalta que mais estudos são necessários para conhecer a distribuição do animal na floresta.
Segundo Silva Júnior, o sagui teria ficado longe dos olhos da ciência devido aos obstáculos oferecidos pela região da Flona do Purus, que durante muito tempo foi foco de doenças como a malária.
Para Sampaio, a descoberta é mais um exemplo da riqueza natural da Amazônia. “A floresta amazônica é um grande vazio de conhecimento; ainda há muito a ser descoberto”, diz. “Se achamos uma espécie de primata, que é um grupo relativamente bem documentado, e ainda por cima em uma região de alto avanço do desmatamento, como é o sul do Amazonas, imagina quantas outras espécies não se pode descobrir por lá!”
Foguete europeu parte com nove satélites científicos
Folha
A ESA (Agência Espacial Europeia) comemorou a partida de um novo foguete, o Vega, nesta segunda-feira (13), cuja missão é colocar nove satélites científicos em órbita.
O lançamento ocorreu às 8h (horário de Brasília), no Centro Espacial Europeu de Kuru, situado na Guiana francesa.
O lançador é o menor da ESA, com 30 metros de altura, 137 toneladas de peso e US$ 942 milhões de investimentos.
Apesar de insistir em qualificar o voo inaugural como experimental, os cientistas temiam que o Vega repetisse o desastre de 5 de junho de 1996, quando o Ariane 5 explodiu um minuto após abandonar a plataforma de lançamento.
O êxito da missão transpareceu nos aplausos, abraços e polegares levantados.
Com o sucesso de sua primeira missão, o lançador passa a ser uma opção viável para mais de 30 satélites que anualmente são postos em órbita a um preço de US$ 42 milhões por decolagem.
O projeto italiano contou com o apoio da França, Bélgica, Espanha, Holanda, Suécia e Suíça.
Atenção futuros físicos teóricos!
Missão: descrever as leis da natureza
Estadão
Procura-se: físico teórico. Função: elucidar as leis fundamentais que descrevem a estrutura e o funcionamento do universo e de todas as suas partes.
Esta, dita de forma bem genérica, poderia ser a descrição de emprego dos cinco pesquisadores que serão selecionados por um comitê internacional de físicos para compor o quadro de cientistas permanentes do novo Instituto Sul-Americano de Pesquisa Fundamental (SAIFR), inaugurado na semana passada em São Paulo. Fruto de uma parceria com o Instituto de Física Teórica (IFT) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o instituto é a primeira filial “estrangeira” do conceituado Centro Internacional de Física Teórica (ICTP), em Trieste, na Itália.
Suas instalações surpreendem pela simplicidade: um corredor estreito e sem enfeites, até um tanto claustrofóbico, nos fundos da biblioteca do prédio do IFT, ao lado da estação Barra Funda do Metrô. Nada de laboratórios, lasers ou qualquer tipo de máquina mirabolante. Só mesas, lousas e computadores, em aparente paradoxo com a complexidade dos temas que se planeja estudar ali. Mas não importa. Na física teórica, a única máquina essencial é aquela que cada pesquisador carrega dentro de sua cabeça: o cérebro humano. Acompanhado de duas ferramentas básicas: papel e caneta.
Nathan Berkovits, professor do IFT e diretor do novo instituto, nunca sai de casa sem o seu caderninho de anotações. É lá que ele rascunha diariamente uma série de equações supercomplexas, buscando peças para o quebra-cabeça matemático que há décadas é considerado o maior desafio da física teórica: a unificação das leis da relatividade geral (que descreve os movimentos de planetas e galáxias, por exemplo, baseada na gravitação) e da mecânica quântica (que descreve o comportamento das partículas elementares, como fótons e elétrons). Ambas funcionam bem isoladamente, mas não em conjunto. Como se fossem duas pessoas conversando sobre um mesmo assunto em línguas diferentes.
Berkovits, mais especificamente, estuda a chamada “teoria das supercordas”, que propõe que as partículas elementares da matéria não são objetos pontuais, como minúsculas “bolinhas de bilhar”, mas cordas vibratórias, parecidas com fios de espaguete, mais minúsculas ainda. E que as diferentes partículas que compõem os átomos e observamos na natureza (elétrons, prótons, fótons, etc.) são todas, na verdade, manifestações distintas dessa mesma matéria-prima.
“Cada vibração da corda representa uma partícula”, explica Berkovits. “Da mesma forma que uma corda de violino produz notas diferentes, dependendo da maneira como ela vibra.”
A teoria das supercordas é vista por muitos como a proposta mais promissora de unificação das quatro forças da natureza: a gravitacional (descrita pela relatividade geral), a eletromagnética, a forte e a nuclear fraca (descritas pela mecânica quântica).
Na teoria, as supercordas resolvem o problema. Na prática, o problema é outro. Ao contrário das duas teorias que ela tenta unificar – amplamente testadas e confirmadas experimentalmente ao longo das últimas décadas -, a teoria das supercordas é tão complexa que ninguém ainda conseguiu bolar um experimento capaz de testar suas previsões. Assim, é impossível saber “na prática”, por enquanto, se ela está correta ou não.
É nesse ponto que a relação entre a física teórica e a experimental se torna explícita. São ciências distintas, mas que dependem intrinsecamente uma da outra e se retroalimentam. “Se você destaca totalmente uma da outra, vira engenharia e matemática”, diz o físico Sérgio Novaes, do IFT, que transita pela teoria e pela experimentação.
O trabalho do teórico, essencialmente, é escrever fórmulas que descrevem fenômenos da natureza. Com base nessas equações, é possível fazer previsões, que podem ser testadas experimentalmente. Se os resultados batem com as previsões, é sinal de que a teoria está correta. Se não, é sinal de que ela está errada ou imperfeita ou que o experimento foi mal feito. Da mesma forma, pode-se fazer o caminho inverso, em que resultados experimentais “inexplicáveis” semeiam o desenvolvimento de novas teorias.
A existência de buracos negros, por exemplo, foi prevista primeiro na teoria e só depois confirmada experimentalmente, por meio de observações astronômicas. Por outro lado, sabemos, graças à observação de supernovas e galáxias distantes, que o universo está se expandindo em ritmo acelerado – descoberta que recebeu o Prêmio Nobel de Física em 2011 -, mas ninguém tem ainda uma teoria coerente capaz de explicar o porquê.
“Até temos uma teoria que funciona para isso, chamada de constante cosmológica. O problema é que ela está em contradição com tudo mais que conhecemos da física”, diz o pesquisador Luis Raul Abramo, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP).
Linguagem matemática. Com mais letras e símbolos que números, as equações que fundamentam a física teórica parecem mais escrituras de um dialeto alienígena que matemática. Um não físico que encontrasse o caderninho de Berkovits perdido na rua, por exemplo, seria incapaz de decifrar uma única linha do que está escrito ali. Os físicos teóricos, porém, leem equações como músicos leem partituras musicais. Algo como pode soar tão simples quanto 2 +2 = 4.
“As pessoas costumam dizer que uma imagem vale por mil palavras. Pois então, uma fórmula vale por 1 milhão de imagens”, diz o argentino Juan Maldacena, físico teórico do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, nos Estados Unidos, e representante sul-americano no comitê diretivo do ICTP-SAIFR.
Por mais malucas e “desconectadas do mundo real” que as equações possam parecer, elas tratam de questões elementares da nossa existência. Como surgiu o universo? Do que ele é feito? Como era no passado e o que vai acontecer com ele no futuro? Como os átomos e as partículas interagem para formar a matéria? Como se formam as galáxias, as estrelas e os planetas? O que acontece com a matéria que cai dentro de um buraco negro? É possível viajar no tempo? Perguntas que já passaram pela cabeça de muita gente, seja por questões científicas, filosóficas, religiosas ou por pura curiosidade.
“Escrevemos fórmulas para descrever como a natureza funciona”, diz Maldacena. Dependendo do que está sendo descrito, a teoria pode ter aplicações práticas. Transistores e circuitos integrados, por exemplo, têm raízes na física teórica de matéria condensada. Mas não necessariamente. “Nosso objetivo é avançar no conhecimento. Aplicações tecnológicas podem até resultar disso, mas essa não é a motivação primordial (do físico teórico)”, diz Maldacena.
Também não é o que está motivando a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) a investir cerca de R$ 5 milhões no ICTP-SAIFR, segundo seu diretor científico, Carlos Henrique de Brito Cruz. “É importante valorizar a ciência que ajuda a humanidade a ficar mais sábia, sem se preocupar necessariamente com quantos empregos serão gerados ou quantas tecnologias isso vai criar. É esse tipo de contribuição que esperamos desse instituto”, disse Brito Cruz (que também é físico), na cerimônia de inauguração.
A Fapesp bancará bolsas para nove pós-doutorandos e três professores visitantes, que se somarão aos cinco permanentes que serão contratados nos próximos cinco anos, com recursos da Unesp. A seleção dos permanentes será feita por um comitê de físicos renomados do Fermilab, do Instituto Kavli, Princeton e das Universidades de Chicago e Cambridge. Para as duas primeiras vagas, o instituto recebeu 60 aplicações – a grande maioria de candidatos estrangeiros.
Na teoria, pelo menos, tem tudo para ser um sucesso.

Por trás da equação
A equação mostrada na foto acima parece simples, mas o conhecimento embutido nela é vasto e complexo. Ela sintetiza o “modelo padrão”, teoria que descreve as três forças fundamentais da física de partículas: eletromagnética, forte e fraca. “Essas três forças são descritas por um objeto F (em inglês, field strength), e o movimento de partículas na presença dessas forças vem de uma lagrangiana L satisfazendo a equação L = F F”, resume o físico Nathan Berkovits.
Fósseis de esponja alteram data do surgimento da vida animal na Terra
Fóssil altera data de surgimento da vida animal na Terra
Folha
Uma equipe de pesquisadores descobriu na Namíbia fósseis de esponja, que podem ser a primeira prova de vida animal na Terra, o que faz remontar em milhões de anos a data estimada da aparição desta forma de vida.
Os fósseis estavam, em sua maioria, no Parque Nacional de Etosha e também em outros pontos do país africano, em rochas de até 760 milhões de anos.
A descoberta é de uma equipe internacional de dez pesquisadores que publicaram seus resultados no “South African Journal of Science”.
Até agora, a comunidade científica considerava que a vida animal havia surgido na Terra entre 600 milhões e 650 milhões de anos. Com os fósseis recém-encontrados, essa origem remontaria entre 100 milhões e 150 milhões de anos a mais.
Segundo o estudo, as minúsculas esponjas esféricas, do tamanho de um grão de pó e cheias de buracos que permitem a passagem da água, são nossos ancestrais mais distantes, assegura Tony Prave, um dos coautores do estudo, da Universidade de St Andrew (Escócia).
“Se pegarmos a árvore genealógica e remontarmos até o que se chama grupo mãe, o ancestral de todos os animais, então, sim, esta seria nossa mãe comum”, afirmou.
Para o professor Prave, a descoberta de fósseis de 760 milhões de anos é coerente com a hipótese dos especialistas da genética, que trabalham com o “relógio molecular”.
Trata-se de um método que permite determinar a idade de uma espécie comparando as variações de seu DNA com as de outras espécies vizinhas.
A esponja seria o primeiro advento de uma forma de vida multicelular, acrescentou Prave.
Salto “espacial”
Paraquedista prepara salto da ‘beira do espaço’
Estadão
Um aventureiro austríaco anunciou que pretende bater o recorde de skydiving, modalidade de esporte em que uma pessoa salta de grandes altitudes e faz manobras no ar, antes de abrir um pára-quedas.
Felix Baumgartner pretende saltar de um balão a 36,5 quilômetros de altitude. O salto não tem data marcada, mas será feito ainda neste ano.
Qualquer falha na sua roupa, que mantém uma pressão especial, pode fazer com que seu sangue se vaporize, provocando risco de morte.
Ele cairá tão rapidamente que se tornará a primeira pessoa a viajar mais rápido do que a velocidade do som sem a ajuda de uma máquina.
Outras pessoas já tentaram esse tipo de salto no passado, mas ninguém conseguiu completar até hoje.
Baumgartner divulgou recentemente um vídeo no qual afirma que o último teste antes do salto foi bem-sucedido.
Roupa especial
A peça mais importante do salto é a roupa que cobre toda a superfície do seu corpo. Isso é fundamental para manter seu corpo na pressão atmosférica correta e fornecer oxigênio.
A roupa tem características semelhantes à dos astronautas da Nasa, mas ela precisa ser ainda mais resistente e flexível.
Para testar a roupa, Baumgartner vestiu a peça dentro de uma cápsula que simulava as condições de pressão que ele enfrentará no salto.
Ele também terá de enfrentar temperaturas que podem chegar a -70º C e a força de um estrondo sônico.
O capitão David Gradwell, que é diretor de medicina aeroespacial da Aeronáutica britânica (RAF), comentou o desafio de Baumgartner a pedido da BBC.
“Ele cairá muito rapidamente, por isso ele terá que garantir que conseguirá ficar estável, para não rodopiar sem controle”, disse Gradwell.
“Ele precisa conseguir enxergar pelo visor do seu capacete para perceber o que se passa ao seu redor, e para conseguir manusear o pára-quedas da forma correta.”
Se a tentativa for bem-sucedida, Baumgartner conseguirá bater um recorde estabelecido em 1960 pelo aventureiro Joe Kittinger, que pulou de um balão a 31 quilômetros de altura. Kittinger faz parte hoje da equipe de Baumgartner, e acredita que todo o esforço do austríaco dará certo.
Equipes da BBC e da National Geographic estão fazendo um documentário sobre a tentativa de Baumgartner.
Cana de açúcar perdendo lugar pra alga e bactéria!
Cientistas usam alga e bactéria para produzir etanol
Folha
Um estudo recente aposta no uso da alga marrom como fonte para a produção de etanol. Segundo os pesquisadores que desenvolveram a técnica, o biocombustível marinho seria mais vantajoso se comparado ao método mais comum que utiliza a cana-de-açúcar.
Um dos primeiros pontos a favor é o local onde vivem. Por estarem nos oceanos, as algas dispensariam lotes de terra para seu “cultivo”, não concorrendo com áreas reservadas ao plantio de alimentos.
Outro aspecto positivo, defendem os cientistas, é o tipo de açúcar altamente concentrado, revelando ser uma rica biomassa.
Os autores do estudo, que será publicado na edição da revista “Science” desta sexta-feira, pertencem à empresa BAL (Laboratório de Bioarquitetura), com sede em Berkeley, na Califórnia.
O grupo trabalhou com quatro tanques de algas mantidos em Puerto Montt, no Chile, e a bactéria Escherichia coli.
Geneticamente alteradas, a E coli pôde não só extrair o principal componente dos açúcares das algas –o alginato–, mas também fermentá-los para originar o etanol. Antes, a bactéria não era capaz de realizar esse feito.
No ínicio de 2011, cientistas da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) fecharam um contrato de cooperação tecnológica com a empresa Algae Biotecnologia para a produção de outro biodiesel que utiliza também algas marinhas.
Elas seriam responsáveis pela “limpeza” da vinhaça (líquido que sobra após a produção do álcool), que serviria de base para a criação de um novo biodiesel.
Rinocerontes ainda são vítimas da pseudociência
Cientistas querem tirar chifre de rinocerontes para evitar mortes
Terra

Para proteger os rinocerontes dos massacres realizados pelos caçadores que buscam os chifres de marfim para comercialização no mercado negro, especialistas debatem fazer a remoção nos animais da África do Sul. As informações são do jornal The Sun.
No ano passado 448 rinocerontes foram mortos no país em função da procura pelos chifres. Gangues de caçadores contrabandeiam os chifres para a China e o Vietnã, onde as pessoas creem – embora não exista nenhum fundamento científico para isso – que a ingestão do pó de chifre pode curar ou prevenir o câncer.
O valor de mercado dos chifres de rinoceronte disparou para cerca de US$ 65 mil por quilo, o que torna esse produto mais valioso que o ouro, a platina e, em muitos casos, a cocaína.
A África do Sul possui cerca de 25 mil rinocerontes, a maior população mundial desse animal. Há uma década, apenas cerca de 15 animais morriam por ano. Atualmente o número de rinocerontes abatidos legal ou ilegalmente chegou a um ponto que ameaça levar ao declínio populacional da espécie.
Um russo na Lua
Rússia enviará homem à Lua após 3 missões não tripuladas
Terra

A Rússia enviará o homem à Lua depois de várias missões não tripuladas ao satélite natural da Terra, declarou nesta terça-feira o diretor-geral do consórcio aeroespacial Lavochkin, Victor Khartov. “Existe no mundo um renascimento do interesse pela Lua. A Rússia também tem projetos neste sentido. Foram eleitos os locais para a aterrissagem das duas primeiras missões, os polos norte e sul do satélite”, disse Khartov, citado pela agência Interfax.
As duas primeiras missões não tripuladas – Luna Resurs e Luna Glob – são a repetição dos passos que já foram dados no passado, nos tempos da então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, mas as experiências adquiridas se perderam e devem ser recuperadas, explicou o construtor-geral do consórcio. O projeto “Lunas-Resurs” será executado em conjunto com a Índia, que irá fornecer à missão o foguete portador e o veículo lunar que será depositado na superfície da Lua por um módulo de descenso fabricado pela Rússia.
Feito exclusivamente pelos russos, o “Luna-Glob”, prevê o lançamento e aterrissagem de um aparelho que uma vez no terreno irá recolher amostras de pó lunar, da mesma forma que a terceira missão, “Luna-Grunt”. A diferença, segundo o cientista russo, é que, ao contrário de sua antecessora, o equipamento “irá trazer amostras de terra lunar de maneira seletiva”.
Assim que todas as missões não tripuladas forem concluídas, a indústria aeroespacial russa dará início aos preparativos para enviar uma nave tripulada ao satélite. “Para isso, primeiro deve ser preparada a infraestrutura. O tempo das visitas passou”, disse Khartov em alusão à missão americana de 1969, acrescentando que “é preciso se apressar e completar as funções concretas”.
Hoje tem tempestade geomagnética!
Sol lança tempestade geomagnética sobre a Terra nesta terça-feira
Estadão
A tempestade geomagnética mais forte em mais de seis anos deve atingir a Terra na terça-feira, e pode afetar as rotas aéreas, redes de energia e satélites, disse o Centro de Previsão Meteorológica Espacial dos Estados Unidos.
A ejeção de massa coronal – uma grande parte da atmosfera do Sol – foi lançada em direção à Terra no domingo, conduzindo partículas solares energizadas a cerca de 2.000 quilômetros por segundo, cerca de cinco vezes mais rápido do que costumam viajar as partículas solares, disse Terry Onsager, do Centro.
“Quando nos atingir será como um grande aríete que empurra o campo magnético da Terra”, disse Onsager, de Boulder, no Colorado. “Essa energia faz com que o campo magnético da Terra flutue”.
Essa energia também pode interferir em comunicações de alta frequência de rádio, usadas pelas empresas aéreas para navegar próximo ao Polo Norte em voos entre a América do Norte, Europa e Ásia, portanto algumas rotas podem ser mudadas, disse Onsager.
Também pode afetar redes de energia e operações por satélite, disse o Centro em um comunicado. Astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional podem ser aconselhados a buscar abrigo em partes específicas da aeronave para evitar uma dose solar reforçada de radiação, disse Onsager.
O Centro de Meteorologia Espacial disse que a intensidade da tempestade geomagnética seria provavelmente moderada ou forte, nos níveis dois e três de uma escala de cinco níveis, sendo o cinco o mais extremo.
Quer ser astronauta?
Nasa recebe mais de 3 mil solicitações para próxima seleção de astronautas
Estadão
A Nasa (agência espacial americana) informou que já recebeu mais de três mil solicitações para a próxima seleção de astronautas que será anunciada em 2013 desde que abriu em novembro o processo de inscrição que termina esta semana.
“Estamos muito contentes com a resposta que tivemos e queremos encorajar àqueles que estão considerando esta carreira dinâmica e emocionante que enviem sua solicitação”, disse em comunicado Peggy Whitson, chefe do Escritório de Astronautas da Nasa em Houston.
Peggy ressaltou que a Nasa está entrando em uma nova fase de voos espaciais tripulados que oferecerão “oportunidades incríveis para viver e trabalhar no espaço”.
“Queremos os melhores, os mais brilhantes e os mais talentosos profissionais”, destacou Peggy, lembrando que os interessados têm até o próximo dia 27 de janeiro para enviar sua solicitação.
Os candidatos, que têm que ser maiores de idade e cidadãos americanos, têm que ser formados em engenharia, matemática ou qualquer carreira de ciência e ter três anos de experiência profissional.
A Nasa espera anunciar a próxima turma de seleção de astronautas em 2013 e iniciar os treinamentos no verão desse ano.
4 novas descobertas sobre o Universo
Cientistas listam 4 novas descobertas sobre o Universo
Estadão
A verdadeira cor da Via Láctea, exoplanetas, um observatório voador e a matéria escura estão entre as últimas descobertas da astronomia.
No último congresso da Sociedade Astronômica Americana, realizado em Austin, nos Estados Unidos, de 8 a 12 de janeiro, especialistas de todo o mundo apresentaram os últimos desenvolvimentos no estudo do cosmos.
Embora não se conheça vida fora da Terra, para os especialistas estamos iniciando uma nova era no que diz respeito ao nosso conhecimento sobre outros planetas.
“O telescópio Kepler e as microlentes gravitacionais estão abrindo uma espécie de nova era para a descoberta dos planetas”, diz James Palmer, especialista em ciência da BBC.
Mais planetas são revelados e novas formas de observação e ferramentas acrescentam dados que ajudam a esclarecer, aos poucos, alguns mistérios do espaço. Veja alguns deles.
A verdadeira cor da Via Láctea
A aparência branca da Via Láctea vista da Terra é, na verdade, resultado de um jogo de luz.
“Para os astrônomos, um dos parâmetros mais importantes é a cor das galáxias. Isso nos indica a idade das estrelas”, diz Jeffrey Newman, da Universidade de Pittsburgh
Uma comparação entre várias galáxias também teve um resultado pouco surpreendente: a cor é de fato branca.
A novidade, no entanto, refere-se à tonalidade específica.
Trata-se do branco da neve da primavera logo depois do amanhecer ou antes do entardecer, segundo os pesquisadores, o que poderá trazer informações sobre a idade da Via Láctea.
Até então, um problema recorrente para detectar a tonalidade era a poeira espacial que interfere nos observatórios instalados na terra.
Os pesquisadores reuniram, então, informações de milhões de galáxias similares à Via Láctea. A partir de um modelo especificamente elaborado para o estudo, foi feita uma média de cor, cujo resultado foi o branco da neve.
Com o resultado, será possível avançar no estudo sobre a origem da Via Láctea, que já tem várias estrelas em fase de decadência, diz o professor.
Estrelas e planetas
Usando uma microlente gravitacional, a equipe de cientistas encontrou uma série de exoplanetas (que estão fora do sistema solar) girando em torno de outras estrelas. A descoberta indica a existência de milhões de outros planetas, apenas na Via Láctea.
O método que permitiu a descoberta consiste em usar a gravidade de uma estrela grande para amplificar a luz de estrelas ainda mais distantes e com planetas ao seu redor.
Os astrônomos usam uma série de telescópios relativamente pequenos, conectados em rede, e através destes observam o raro evento de uma estrela passando diante da outra, como se vê da Terra.
A equipe de cientistas usou recentemente esse sistema para observar planetas e ainda que o número de descobertas tenha sido relativamente pequeno, pode-se chegar a uma estimativa de quantos podem existir na galáxia.
Embora o telescópio Kepler seja a principal ferramenta para descobrir novos exoplanetas nos últimos anos, as microlentes são melhores para localizar planetas de todos os tamanhos e em diferentes distâncias.
“Apenas nos últimos 15 anos fomos de nenhum planeta conhecidos além do sistema solar aos 700 que temos hoje”, diz Martin Dominik, da Universidade de Saint Andrews, no Reino Unido.
Observatório voador
O congresso também mostrou dados captados por um telescópio bastante incomum, cuja particularidade é estar instalado na carcaça de um avião 747.
O grande feito do Sofia (Observatório Estratosférico para Astronomia Infravermelha) foi captar imagens do que parece ser uma estrela em formação.
“Esta parte da Nebulosa de Órion tem sido observada por décadas. É o mais próximo da formação de uma estrela na galáxia, o que nos dá a melhor medida de como as estrelas se formam”, explica o professor James De Buizer, da Universities Space Research Association (USRA).
Com 15 toneladas, o telescópio é montado em um suporte giratório para que possa permanecer com suas lentes fixas nas estrelas.
Ele foi projetado especialmente para analisar o cosmos na porção infravermelha do espectro eletromagnético, uma vez que os telescópios instalados na Terra não conseguem enxergar essa parte porque o vapor de água na atmosfera absorve essa luz infravermelha.
Os mistérios da matéria escura
No congresso, uma equipe franco-canadense apresentou as maiores imagens já vistas da chamada matéria escura, a misteriosa substância que compõe 85% do universo.
As imagens cobrem um espaço cem vezes maiores que aquele até então captado pelo telescópio Hubble e são compatíveis com as teorias em voga até então.
Na nova imagem, os aglomerados de matéria escura podem ser visto circundando as galáxias, conectados por filamentos soltos de matéria escura.
A professora Catherine Heymans, da Universidade de Edimburgo, explica que “as teorias da matéria escura indicavam que ela formaria uma intrincada e gigante rede cósmica”.
É exatamente o que vemos nesses dados, uma rede cósmica abrigando as galáxias”, diz.
A matéria escura não emite nenhum tipo de radiação eletromagnética e por isso não pode ser observada, sozinha, por telescópios. Ela pode, no entanto, ser detectada por meio de um estudo de como a luz é refletida por elementos que ficam à sua volta.
As quatro imagens foram feitas em diferentes estações do ano, cada uma capturando uma parcela do céu que, vista da terra, é tão grande como a palma de uma mão.
Essas descobertas constituem um grande salto adiante no entendimento da matéria escura e da forma como ela afeta o jeito que vemos a matéria normal nas distintas galáxias pela noite.
Juntas, as imagens mostram mais de 10 milhões de galáxias, cuja luz traz indícios da estrutura mais ampla da matéria escura.
A professora Catherine Heymans, da Universidade de Edimburgo, explica que “a luz de uma galáxia distante que chega até nós é curva, por causa da gravidade da massa da matéria que se encontra no meio” do caminho.
“A Teoria da Relatividade de Einstein nos diz que a massa altera o espaço e o tempo, então quando a luz chega até nós, vinda do universo, caso cruze a matéria escura, essa luz torna-se curva e a imagem que vemos é distorcida”, explica a professora.



