Telescópio mostra Via Láctea rodeada por enorme nuvem de gás

26/09/2012 at 1:28 PM Deixe um comentário

Do G1, em São Paulo

Círculo de gás tem pelo menos 600 mil anos-luz de diâmetro, diz estudo. Massa de halo é comparável à de todas as estrelas da nossa galáxia.

 

O telescópio de raio X Chandra, da agência espacial americana (Nasa), detectou uma enorme nuvem de gás quente ao redor da Via Láctea e de duas galáxias vizinhas, a Grande e a Pequena Nuvem de Magalhães.

O estudo foi conduzido pelas pesquisadoras Anjali Gupta e Smita Mathur, da Universidade do Estado de Ohio, nos EUA, e publicado na revista científica “The Astrophysical Journal”. O trabalho foi feito em co-autoria com a Universidade Nacional Autônoma do México, o Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian e a Universidade de Miami.

A foto abaixo é uma concepção artística e, nela, o círculo de gás aparece com cerca de 600 mil anos-luz de diâmetro – o que pode ser ainda maior.

Nuvem de gás aparece ao redor de 3 galáxias (Foto: Nasa/CXC/M.Weiss; Nasa/CXC/Ohio State/A.Gupta et al.)

Segundo dados do telescópio, a massa desse halo pode ser comparável à de todas as estrelas da Via Láctea.

Em estudo recente, uma equipe de cinco astrônomos usou informações do Chandra, do telescópio XMM-Newton, da Agência Espacial Europeia (ESA), e do satélite japonês Suzaku para estabelecer a massa, a extensão e a temperatura dessa auréola de gás – que varia entre 1 milhão e 2,5 milhões de graus Celsius, enquanto na superfície do Sol chega a 6 mil graus Celsius, por exemplo. As outras duas medidas ainda não foram avaliadas com precisão.

Outras pesquisas já demonstraram que a Via Láctea e outras galáxias estão embutidas nesse gás quente, com temperaturas variando entre 100 mil e 1 milhão de graus Celsius. Também há indícios da presença de um componente que ultrapassa esse valor.

Se a dimensão e a massa do halo de gás forem confirmadas, poderão solucionar um problema da física conhecido como “bárions perdidos” na Via Láctea. Os bárions são partículas subatômicas, assim como prótons e nêutrons, que compõem mais de 99,9% de toda a massa de átomos existente no Universo.

Medidas de halos e galáxias extremamente distantes indicam que a matéria “bariônica” presente quando o Universo ainda tinha poucos bilhões de anos representava cerca de um sexto da massa e da densidade da matéria não observável – também chamada de matéria escura.

Recentemente, um censo estimou o total de bárions em estrelas e gases na Via Láctea e em galáxias vizinhas. O resultado apontou que pelo menos metade deles simplesmente havia sumido.

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