Contra exploração no Ártico, ativistas protestam vestidos de urso em Praga

14/09/2012 at 1:43 PM Deixe um comentário

Do Globo Natureza, em São Paulo

Greenpeace realizou manifestação contra atividades da companhia Shell. Ambientalistas querem fim de exploração de recursos naturais na região.

Ativistas do Greenpeace vestidos de urso polar realizaram protesto em um posto de combustível da rede Shell nesta quinta-feira (13) em Praga, na República Tcheca contra a exploração de petróleo que a companhia anglo-holandesa realiza na região do Ártico.

Os ambientalistas colaram adesivos nas bombas de gasolina e ainda estenderam faixas com mensagens como “tirem as mãos do Ártico”. A empresa lidera um projeto de perfurar poços de petróleo no Norte do Alasca, nos Estados Unidos, o que tem provocado manifestações constantes.

Ativistas do Greenpeace realizaram protesto nesta quinta-feira (13) contra a companhia Shell, que lidera um projeto de exploração de petróleo e gás no Ártico. (Foto: David W Cerny/Reuters)

Adesivos com a mensagem “Pare, Shell” foram colocados nas bombas de combustível de posto em Praga. (Foto: David W Cerny/Reuters)

O derretimento do gelo do Ártico tem acelerado a corrida em torno da exploração de recursos naturais na região. Caso as linhas marítimas, atualmente inacessíveis no topo do mundo, se tornem navegáveis nas próximas décadas, elas poderão redesenhar as rotas do comércio global, e talvez a geopolítica, para sempre.

A Shell participa de uma grande exploração e se espera um novo aumento na pesca, no turismo e na navegação regional. Mas isso, advertem especialistas, também aumenta o risco de um desastre ambiental, sem mencionar a atividade criminosa decorrente desde a pesca ilegal até o tráfico e o terrorismo.

Degelo é preocupante, dizem cientistas
A agência espacial americana (Nasa) anunciou na última semana de agosto que o derretimento da camada de gelo do Ártico aumentou e bateu recorde de mais de 30 anos de medições feitas via satélite.

O tamanho da camada de gelo ocorrida em 26 de agosto foi o menor desde o início do monitoramento, em 1979, segundo o site da agência americana. A última vez em que um degelo tão grande ocorreu foi em 18 de setembro de 2007.

A camada de gelo no Oceano Ártico chegou a 4,1 milhões de quilômetros quadrados, 70 mil a menos do que a medição em 2007, quando a extensão do gelo no Ártico era de 4,17 milhões de quilômetros quadrados.

A persistente perda de cobertura de gelo é preocupante e ocorreu mais cedo do que o previsto, apontam cientistas da agência. A previsão de pico de derretimento é o mês de setembro, aponta a Nasa.

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