Cientistas descobrem animais mais antigos já preservados em âmbar

28/08/2012 at 1:04 PM Deixe um comentário

Do G1, com informações da AP

Dois ácaros e uma mosca de 230 milhões de anos foram achados na Itália. Detalhes dos bichos podem ajudar a explicar como a Terra evoluiu.

 

Um time internacional de cientistas descobriu na Itália os animais mais antigos já preservados em âmbar – uma resina de árvore fossilizada capaz de manter bichos pré-históricos da mesma forma como eram em vida.

Os três pequenos espécimes têm cerca de 230 milhões de anos, 100 milhões a mais que as criaturas mais velhas conhecidas até agora. O achado está descrito na edição desta segunda-feira (27) da revista “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS).

Os pesquisadores – americanos, alemães, canadenses e italianos – examinaram minuciosamente 70 mil gotas de âmbar encontradas no nordeste da Itália. O material é o mesmo que aparece no filme “Parque dos dinossauros”, de Steven Spielberg, em que o sangue preservado de um mosquito ainda continha o DNA dos répteis gigantes.

Dois ácaros presos em gotas de âmbar na Itália foram achados por cientistas e chamados de Trasacarus fedelei (à esquerda) e Ampezzoa triassica (Foto: A. Schmidt/University of Göttingen/PNAS/AP)

Os artrópodes – categoria de invertebrados que inclui insetos, crustáceos e aracnídeos – morreram nessa “armadilha” que parece uma seiva durante o período geológico Triássico. Dos três bichos, dois são ácaros microscópicos (chamados de Trasacarus fedelei e Ampezzoa triassica) e o outro é uma mosca menor que uma mosca-da-fruta (Drosophila melanogaster).

Os autores, liderados por David Grimaldi, do Museu Americano de História Natural, em Nova York, nos EUA, explicam que já foram descobertos insetos mais antigos em fósseis de rochas, mas esses dois aracnídeos e o inseto são diferentes porque não foram comprimidos e estão praticamente intactos, o que evidencia detalhes e torna possível uma comparação com as espécies atuais. Além disso, essa seria uma forma de entender melhor como a Terra evoluiu nesses milhões de anos.

Ao fazer uma análise dos ácaros pré-históricos com os de hoje, Grimaldi encontrou semelhanças surpreendentes, com exceção de diferenças na boca e um menor número de patas. Os ácaros modernos habitam diferentes locais, que vão desde folhas de plantas até objetos domésticos como colchões, tapetes, sofás e brinquedos de pelúcia.

Segundo os cientistas, é incrível que muitas características tenham sido mantidas, mesmo após o mundo ter mudado tanto. Naquela época, havia apenas um continente, dinossauros primitivos e nenhuma planta com flores. Hoje em dia, porém, alguns tipos de ácaros vivem em vegetais com flores, enquanto seus antepassados ficavam em árvores.

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