Barulho de navio reduz comunicação de baleia em até 67%, diz estudo

16/08/2012 at 2:11 PM Deixe um comentário

Do Globo Natureza, em São Paulo

Problema afeta a baleia franca do Atlântico Norte, ameaçada de extinção. Cientistas dos EUA monitoraram ruídos de embarcações entre 2007 e 2010.

 

Baleia franca nada nas águas do litoral dos EUA; ruídos de navios estão prejudicando espécie (Foto: Stephan Savoia/AP)

Um estudo realizado por um órgão do governo americano aponta que ruídos no oceano, causados principalmente por navios, reduziram entre 63% a 67% a capacidade de comunicação de um certo tipo de baleia.

O problema atinge a baleia franca do Atlântico Norte, nome pelo qual é conhecida a Eubalena glacialis. Os cientistas da Administração Nacional dos Oceanos e da Atmosfera (NOAA, na tradução do inglês), instituto do governo dos EUA, monitoraram níveis de ruído no oceano de 2007 a 2010 e gravaram os sons produzidos por várias espécies de baleias.

Os cientistas gravaram mais de 22 mil chamados de baleias francas como parte do estudo, em 2008. Usando dados da da Guarda Costeira do país, eles calcularam o barulho causado por navios na reserva marinha de Stellwagen.

Comparando o barulho gerado por embarcações comerciais de hoje com os de barcos usados há meio século atrás, os autores estimaram que as baleias perderam, em média, dois terços da capacidade de comunicação, tanto na área da reserva ecológica quanto nos arredores.

Para a pesquisadora Leila Hatch, que atua como ecologista na reserva de Stellwagen, é possível fazer uma analogia da situação das baleias com “uma pessoa cega, que depende da audição para se mover com segurança, colocada dentro de um aeroporto muito barulhento”.

As baleias francas do Atlântico Norte estão à beira da extinção e são um dos grandes animais raros da terra, de acordo com os cientistas. Estima-se que a população desta espécie varie de 350 a 550 animais no mundo todo.

Resolver o problema de barulho pode auxiliar na orientação dos animais e facilitar seu manejo e futuramente a recuperação da espécie, segundo a pesquisa, divulgada nesta quarta-feira (15) na publicação “Conservation Biology” (“Conservação Biológica”, na tradução do inglês).

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