Técnica israelense transforma células da pele em tecido do coração

23/05/2012 at 6:29 PM Deixe um comentário

Folha – DA EFE

 

Cientistas israelenses conseguiram transformar pela primeira vez células da pele de pessoas com doenças do coração em células sadias do músculo cardíaco, transplantando-as com sucesso em ratos.

A informação é da revista médica “European Heart Journal” de terça-feira (22).

Segundo os pesquisadores, a conquista significa um avanço na busca por tratamentos que permitam curar o coração de um paciente com suas próprias células.

Pesquisas recentes com células-tronco e engenharia de tecidos já conseguir reprogramar células de indivíduos jovens e saudáveis, mas até agora isto não tinha sido feito a partir de células de pacientes com doenças coronarianas e idosos.

“Demonstramos que é possível extrair células da pele de um idoso com um problema cardíaco avançado” e transformá-las em “células saudáveis e jovens, equivalente ao que eram quando nasceu o paciente”, afirmou Lior Gepstein, pesquisador do Sohnis Research Laboratory.

Os pesquisadores das três instituições científicas que realizaram o estudo obtiveram células cutâneas de dois homens de 51 e 61 anos com problemas cardíacos, as reprogramaram como células cardíacas e conseguiram juntá-las a uma amostra de tecido cardíaco danificado num prazo de 48 horas.

Em seguida, os pesquisadores implantaram com sucesso o tecido no coração de vários ratos saudáveis.

Gepstein considera que sua técnica poderá superar dois dos principais obstáculos deste tipo de pesquisas: o risco de que, uma vez implantadas, as células se transformem em tumores e a rejeição por parte do sistema imune do paciente.

O fato das células reprogramadas procederem do próprio paciente evitaria que o sistema imune as considere “estranhas”, no entanto, isso ainda não foi feito em seres humanos.

Os cientistas dos centros Sohnis Research Laboratory, Technion-Israel Institute of Technology e Ramban Medical Center advertiram que ainda é necessário superar vários obstáculos para que estes tratamentos tenham êxito em humanos.

Antes de serem aplicados em humanos, os tratamentos “deverão passar por pelo menos entre cinco e dez anos de testes clínicos”, finalizou Gepstein.

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