USP planeja criar banco de células-tronco a partir de agosto

17/05/2012 at 6:24 PM Deixe um comentário

Do G1, em São Paulo

Acervo terá células obtidas a partir do sangue de voluntários adultos. Iniciativa inédita na América Latina serve para testes farmacêuticos.

 

A Universidade de São Paulo (USP) se prepara para criar um banco de células-tronco pluripotentes induzidas (iPSC). Essas células podem ser transformadas em qualquer tipo de tecido que os pesquisadores quiserem, mas o objetivo deles não é aplicá-las diretamente em tratamentos, e sim melhorar a eficácia dos testes de medicamentos.

Segundo Lygia da Veiga Pereira, chefe do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias (Lance) da USP, o projeto já está encaminhado e a coleta de material deve começar em agosto. Será o primeiro banco deste tipo na América Latina.

A ideia do grupo é, segundo ela, “produzir a população brasileira in vitro”. Em outras palavras, as células coletadas deverão possuir a mesma variação genética que é registrada entre os brasileiros.

Os pesquisadores e a indústria farmacêutica usariam essa amostragem para testar novos medicamentos sem precisar recorrer a cobaias. As diferentes células, reproduzindo a diversidade da população brasileira, apontariam potenciais falhas com mais velocidade e eficiência do que acontece hoje.

“Daria para prever os resultados”, afirmou a pesquisadora da USP. “São formas de diminuir o número de drogas que são testadas na população”, completou.

Para as pesquisas que buscam novos tratamentos, como a produção de tecidos em laboratório a partir das células-tronco, as células embrionárias são consideradas mais eficazes. Por isso, as iPSC devem ser usados apenas para testar medicamentos.

A técnica mais comum para obter células-tronco a partir de adultos é pela transformação de células da pele. Porém, como os pesquisadores da USP querem criar um grande banco, a coleta não seria viável.

A alternativa encontrada foi obter as células-tronco a partir dos glóbulos brancos do sangue. As amostras de sangue serão coletadas de voluntários do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (Elsa), que periodicamente fazem uma série de exames para o acompanhamento de especialistas em todo o Brasil. Cerca de 6 mil pacientes devem ter o sangue coletado, mas a ideia é induzir cerca de 400 células-tronco.

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