No Programa de hoje 14/02/2012

14/02/2012 at 7:09 PM Deixe um comentário

Primeiro satélite brasileiro completa 19 anos em operação

ESA observou que ritmo de rotação de Vênus é menor do que o pensado

Raios mataram 81 pessoas no Brasil em 2011

Engenheiro inventa chuva sólida para ser usada na agricultura

Cientistas descobrem como proteína se protege do vírus HIV

Cortes no orçamento da Nasa atingem exploração de Marte

Proposta de Obama dá US$ 17,7 bilhões para programas da agência espacial em 2013

O Globo

RIO – Um dos maiores sucessos de público e crítica da Nasa nos últimos anos, o programa de exploração de Marte é a principal vítima dos cortes do orçamento da agência espacial americana para o ano fiscal de 2013, que se inicia em outubro. Embora a proposta enviada pelo presidente Barack Obama ao Congresso dos EUA nesta segunda-feira preveja o repasse de US$ 17,7 bilhões, uma redução de apenas 0,3%, ou US$ 59 milhões, sobre os gastos de 2012, a divisão de ciências planetárias da Nasa viu sua fatia no total cair 20%, de cerca de US$ 1,5 bilhão para US$ 1,2 bilhão.

Com isso, um dos mais ambiciosos projetos da Nasa para os próximos anos está em risco: o ExoMars, uma colaboração com a Agência Espacial Europeia (ESA). Os planos do programa conjunto eram enviar uma nova sonda orbital para o planeta vermelho em 2016, seguida por um novo par de veículos-robôs em 2018 para, por fim, realizar uma missão que recolheria amostras do solo e as mandaria de volta à Terra nos anos 2020, abrindo caminho para o envio de uma nave tripulada. Segundo o acordo firmado em 2009, a Nasa entraria com US$ 1,4 bilhão no projeto, enquanto a ESA colaboraria com US$ 1,2 bilhão.

“O apoio para a exploração robótica de Marte foi reduzido em razão do lançamento em 2012 do multibilionário Mars Science Laboratory”, destacou o texto em uma referência ao veículo-robô Curiosity, em rota de Marte desde novembro. Apesar disso, a proposta de Obama afirma que a “Nasa continua interessada em trabalhar com parceiros internacionais para identificar oportunidades na exploração de Marte consistentes com o orçamento disponível da agência”, destacando porém que “algumas importantes, mas atualmente inviáveis, missões estão indeferidas, como missões de grande porte para estudar a expansão do Universo e o retorno de amostras de Marte”.

Por outro lado, a previsão orçamentária da Nasa trouxe um suspiro de alívio dos defensores do projeto do Telescópio Espacial James Webb (JWST, na sigla em inglês), o sucessor do Hubble. Depois de ficar sob risco no ano passado devido ao estouro de seu orçamento e cronograma, ele deverá receber os recursos necessários para sua conclusão e lançamento, previsto para 2018. Segundo a Nasa, o JWST terá um custo total de US$ 8,8 bilhões e será 100 vezes mais sensível que seu antecessor, podendo observar como era o Universo pouco após o Big Bang.

Por fim, a Nasa receberá US$ 3 bilhões para desenvolver sua nova geração de foguetes e cápsulas que deverão levar astronautas para um asteroide na próxima década e para Marte na seguinte. Além disso, outros US$ 830 milhões serão direcionados para o financiamento das empresas que estão desenvolvendo os “táxis espaciais” que substituirão os aposentados ônibus espaciais da agência no transporte de pessoas e cargas até a baixa órbita da Terra e a Estação Espacial Internacional (ISS).

Dando as caras de novo

Espécie de sagui escondida por quase 70 anos é redescoberta na Amazônia. O animal só havia sido descrito com base em uma ilustração científica e seu local de ocorrência era desconhecido. Agora, pesquisadores trabalham numa descrição mais completa.

CH Online

Por: Sofia Moutinho

O ‘carinha’  ficou desaparecido por quase 70 anos e muita gente até duvidava de sua existência. O Saguinus fuscicollis cruzlimai, cujo único registro era uma pintura, acaba de ser redescoberto por biólogos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Museu Paraense Emílio Goeldi na unidade de conservação Floresta Nacional do Purus, no limite entre os municípios de Pauini e de Boca do Acre, no sul do Amazonas.

O dorso avermelhado do sagui, principal diferença da espécie redescoberta para as demais encontradas na região, ficou imortalizado na ilustração feita por Eládio Cruz Lima no livro Primatas da Amazônia, publicado em 1945 pelo Museu Goeldi. Com base no desenho, o animal foi descrito como uma espécie pelo biólogo estadunidense Philip Hershkovitz em 1966.

No entanto, a descrição carecia de informações e a espécie era desconsiderada pela União Internacional de Conservação da Natureza. O biólogo do Museu Goeldi José de Sousa e Silva Júnior, mais conhecido como Cazuza, conta que, antes da descrição de Hershkovitz, a instituição chegou até a ter um exemplar empalhado da espécie, mas que se perdeu nos anos 1940, deixando espaço para mais dúvidas.

Ninguém acreditava que o sagui era de uma nova espécie

“Ninguém acreditava que o sagui era de uma nova espécie”, conta. “Pensavam que se tratava de um indivíduo com alguma doença que dava a coloração diferente ou com uma variação própria que seria descartada pela seleção natural.”

Com essa história na cabeça, o biólogo Ricardo Sampaio, do ICMBio, iniciou a busca pelo primata misterioso. Durante o inventário Primatas em Unidade de Conservação da Amazônia,  financiado pelo ICMBio, o biólogo se deparou com o Saguinus fuscicollis cruzlimai em carne, osso e respiração.

“Foi uma surpresa bastante agradável, pois muita gente duvidava que a espécie fosse real e não havia pesquisas para corroborar a sua existência”, diz Sampaio. “Mas, por outro lado, se ele realmente existisse, era bem provável que ocorresse na região; isso com base no material histórico deixado por Hershkovitz.”

Depois do encontro devidamente registrado, Sampaio recolheu quatro saguis para análises biométricas, de pelagem e genéticas. Atualmente, os dados estão sendo reunidos para concluir uma redescrição precisa da espécie.

Apesar de ter ficado desaparecido por tanto tempo, o biólogo acredita que o Saguinus fuscicollis cruzlimai não seja raro, mas bem comum na região. No entanto, ressalta que mais estudos são necessários para conhecer a distribuição do animal na floresta.

Segundo Silva Júnior, o sagui teria ficado longe dos olhos da ciência devido aos obstáculos oferecidos pela região da Flona do Purus, que durante muito tempo foi foco de doenças como a malária.

Para Sampaio, a descoberta é mais um exemplo da riqueza natural da Amazônia. “A floresta amazônica é um grande vazio de conhecimento; ainda há muito a ser descoberto”, diz. “Se achamos uma espécie de primata, que é um grupo relativamente bem documentado, e ainda por cima em uma região de alto avanço do desmatamento, como é o sul do Amazonas, imagina quantas outras espécies não se pode descobrir por lá!”

Foguete europeu parte com nove satélites científicos

Folha

A ESA (Agência Espacial Europeia) comemorou a partida de um novo foguete, o Vega, nesta segunda-feira (13), cuja missão é colocar nove satélites científicos em órbita.

O lançamento ocorreu às 8h (horário de Brasília), no Centro Espacial Europeu de Kuru, situado na Guiana francesa.

O lançador é o menor da ESA, com 30 metros de altura, 137 toneladas de peso e US$ 942 milhões de investimentos.

Apesar de insistir em qualificar o voo inaugural como experimental, os cientistas temiam que o Vega repetisse o desastre de 5 de junho de 1996, quando o Ariane 5 explodiu um minuto após abandonar a plataforma de lançamento.

O êxito da missão transpareceu nos aplausos, abraços e polegares levantados.

Com o sucesso de sua primeira missão, o lançador passa a ser uma opção viável para mais de 30 satélites que anualmente são postos em órbita a um preço de US$ 42 milhões por decolagem.

O projeto italiano contou com o apoio da França, Bélgica, Espanha, Holanda, Suécia e Suíça.

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