Diagnóstico de catarata pelo celular!

04/07/2011 at 7:19 PM Deixe um comentário

Catarata mapeada

Pesquisa Fapesp OnLine

Uma tecnologia desenvolvida no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, com a participação fundamental de brasileiros, poderá ajudar na fácil detecção da catarata, doença relacionada ao processo de envelhecimento que é responsável pela cegueira de18 milhões de pessoas atualmente em todo o planeta, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A novidade é um dispositivo para ser acoplado a telefones celulares dotados de um sistema para detectar o problema ocular. O trabalho recebeu em maio dois importantes prêmios, o MIT Ideas, uma competição com júri especializado voltada para projetos sociais que envolvam comunidades carentes, e o MIT Global Challenge Public Choice Award, em que projetos recebem votos de fora da comunidade acadêmica.

O projeto será apresentado em agosto na conferência de computação ACM Siggraph. O dispositivo é compacto e barato, e se baseia no que a própria pessoa enxerga. “Ele poderá ser usado na triagem de pacientes em locais onde há acesso restrito à oftalmologia”, disse Manuel Oliveira, professor do Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), um dos brasileiros envolvidos no trabalho e que ficou entre 2009 e 2010 vinculado ao MIT como professor associado visitante.

Unindo conhecimentos em computação gráfica, ótica e técnicas de interatividade, assim como um bom conhecimento de matemática, o sistema, chamado de Catra, permite detectar a presença, localização e gravidade da catarata, gerando mapas que os aparelhos disponíveis hoje nos consultórios não produzem. “Acreditamos que o Catra dará início a uma revolução em dispositivos acessíveis e de alta precisão, nos quais os pacientes têm o direito de ver, arquivar e entender os dados brutos de sua própria saúde, monitorando e testando sua visão em qualquer lugar”, disse Ramesh Raskar, idealizador do projeto e líder do grupo Camera Culture, no Media Lab do MIT, onde o trabalho foi realizado.

“A base da tecnologia é usar a tela do celular como fonte de luz e um software interativo, desenvolvido pelos pesquisadores, que varre diferentes pontos do olho em busca de alterações, bloqueios ou dispersões de luz”, diz Oliveira.

O usuário olha para a tela do celular por meio do dispositivo e responde a diferentes comandos apertando as teclas do próprio aparelho. Quem não tem catarata vai enxergar, no primeiro teste, caracterizado por ser uma varredura automática do olho, um ponto verde que não muda de brilho e nem pisca. Se a pessoa tem a doença, no momento em que o raio de luz passar pela mancha branca da catarata, o ponto some rapidamente.

Numa segunda etapa o software localiza os pontos de catarata e pode dizer qual a densidade da catarata.

Leia mais sobre esse artigo na Revista Pesquisa Fapesp OnLine

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