Novidade na produção de butanol!

28/06/2011 at 5:34 PM Deixe um comentário

O químico Adriano Mariano da Universidade Estadual de Campinas conseguir extrair o butanol por meio do vácuo!

“Conseguimos quebrar um paradigma”, afirma Rubens Maciel Filho, da Unicamp, também engenheiro químico e supervisor do projeto, parte do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia, o Bioen.

“O uso do vácuo não é novo, o que é novo é usá-lo para extração do butanol”, reforça Mariano.

Com base em seus cálculos, ele desafiou o conhecimento estabelecido de que o vácuo só funciona para extração de substâncias mais voláteis do que a água, como o etanol, que ferve a 78 graus Celsius (°C) e portanto evapora antes quando aquecido, enquanto a água só entra em ebulição a 100°C. A técnica não valeria para o butanol porque ele tem um ponto de ebulição mais alto do que a água, 117 °C.

Em seu trabalho de pós-doutorado o pesquisador brasileiro transformou essa certeza em dúvida, mas não ficou na teoria. “Ninguém acreditaria se eu não mostrasse que funciona na prática, então fui para os Estados Unidos, onde teria os recursos para fazer os experimentos necessários”, conta.

No experimento, Mariano montou um aparato a vácuo em que aquecia uma solução de açúcar misturada à bactéria Clostridium beijerinckii, microrganismo que consegue transformar açúcar em butanol em situações em que não há ar – enquanto em condições aeróbicas o mesmo processo costuma ser feito por leveduras, um tipo de fungo. Por causa da baixa pressão, no vácuo a solução ferve a apenas 37°C, uma temperatura confortável para as bactérias. Um efeito semelhante às diferenças em temperaturas de ebulição quando se ferve algo no alto de uma montanha.

“Mostramos que, quando a concentração de butanol não é muito alta, o vácuo é suficiente para extraí-lo da solução”, explica.

Um aspecto importante é que, na técnica, uma bomba de vácuo provoca a evaporação do butanol e dos outros produtos da fermentação (etanol e acetona) à medida que eles são produzidos. Dessa maneira, a concentração da substância nunca fica alta na solução, o que seria tóxico para as bactérias e elas deixariam de conseguir converter nesses produtos todo o açúcar da amostra.

“A tecnologia do vácuo fez com que o butanol fosse produzido de maneira mais rápida e eficiente”, acrescenta o pesquisador.

Você pode ler a reportagem completa no site da Revista Fapesp

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Olho-bússola Fugindo do lixo espacial

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