Vôos ultra-rápidos

21/06/2011 at 2:25 PM Deixe um comentário

De Tóquio a Paris em 2h30

Galileu

desenho de como será o ZEHT

Na segunda-feira, durante o evento da indústria aeronáutica Paris airshow, a empresa EADS apresentou seu plano para a aviação num futuro de médio prazo: voos ultra-rápidos, feitos na estratosfera e sem nenhuma emissão de gases tóxicos ao meio-ambiente. De Tóquio para Paris? Duas horas e trinta minutos.

O projeto da empresa européia se chama Zero Emission Hypersonic Transport (Transporte Hipersônico Zero Emissão) e ele traz de volta aos holofotes o Concorde, avião que fazia voos supersônicos em nível comercial (pela AirFrance e British Airways) e que foi aposentado em 2003. Mas aqueles que sonham em voltar a voar na 2.652 km/h – e aqueles que desejam passar pela experiência pela primeira vez – terão de esperar. A companhia garante que o projeto não é um delírio: estão sendo usadas tecnologias e substâncias já comuns no mercado. O protótipo estará no ar em 2020, mas disponível para o público em forma de aviação comercial, só em 2050.

O ZEHT terá sete turbinas, sendo três delas iguais às presentes em foguetes lançados ao espaço. Essas turbinas de foguete serão utilizadas após a decolagem, para que o avião ganhe altitude e chegue a 32 mil metros de altura (o que já é considerado a estratosfera). A outra turbinas servirão para impulsioná-lo e fazer com que ele atinja 4.800 quilômetros por hora, superando em muito seu antecessor.

Custo ambiental. O transporte feito por aviões é um dos que mais causam danos ao meio-ambiente, devido à enorme quantidade de combustível que é queimado e disso resultam gases no nosso ar. Esses combustíveis eram sempre derivados do petróleo, porém a Boeing acabou de realiza rum voo intercontinental usando biocombustível. E a ideia é que o ZEHT use apenas energia provinda de algas, tecnologia da qual a ciência já tem amplo domínio. Quanto aos jatos de foguete, irão, como já o fazem, liberar apenas vapor, pois sua propulsão vem da combustão de hidrogênio e oxigênio – produzir e armazenar essa substâncias tem impacto ambiental, mas mínimo se comparado ao que as atuais aeronaves impõe ao planeta.

Para comportar todos os jatos e o combustível para cada um deles, o ZEHT terá que usar muito espaço, o que vai deixar poucos lugares para passageiros. Ou seja, será bem caro viajar a 32 mil metros de altura e atinja 4.800 quilômetros por hora – e ainda nem se poderá considerar astronauta, já que não se sairá da estratosfera.

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