O universo não foi feito pra gente

14/06/2011 at 3:35 PM Deixe um comentário

Victor J. Stenger é um físico americano e autor de dois livros The New Ateism: Taking a Stand for Science and Reason, lançado em 2009 e The Fallacy of Fine-Tuning: How the Universe is Not Designed for Humanity de 2011.

Em seu novo livro Victor destrói o argumento que as leis da Física em nosso universo são ajustadas à vida.

Se a força gravitacional fosse percentualmente menor,  não seria suficiente para a produção de reações nucleares que geram os raios solares essenciais a vida terreste. Porém, se fosse percentualmente maior a temperatura no núcleo solar seria tão alta que o Sol teria nos destruído antes mesmo de evoluirmos, há bilhões de anos atrás.

Durante muitos anos foram nos dados exemplos de como a Física parece ter sido adaptada para que houvesse vida. Alguns religiosos dizem que essas “coincidências cósmicas” são evidências de que existe um Ser Supremo, em The Fallacy of Fine-Tuning: How the Universe is Not Designed for Humanity (algo como A falácia da adaptação: como o universo não foi feito pra humanidade) Victor desmistifica esses argumentos.

Um erro comum desse argumento é variar apenas um parâmetro físico enquanto mantêm-se os outros constantes. Victor diz que uma mudança pode ser compensada por outra mudança.

Stenger aponta um exemplo de um astrônomo britânico, Fred Hoyle, que descobriu que elementos pesados vitais podem ser encontrados dentro de estrelas já que o núclero do Carbono-12 pode ser produzido a partir da fusão de 3 núcleos de Hélio. Para a reação ocorrer o carbono-12 precisa ter um nível de energia igual ao nível de energia dos 3 núcleros de Hélio, igual a temperatura em uma gigante vermelha.

Esse seria um exemplo de ajuste. Mas Stenger refuta esse argumento apontando que em 1989 o astrofísico Mario Livio demonstrou que o nível energético do carbono-12 poderia ser diferente e mesmo assim resultaria em um universo que os elementos pesados seriam vitais.

Um exemplo marcante dessa suposta adaptação parece ser a Energia Escura ou a Energia do Vácuo, que está acelerando a expansão do universo. Cálculos mostram que ela é 10120 maior do que a teoria quântica prevê. Mas Stenger novamente refuta, dizendo que essa previsão é deduzida na ausência da Teoria de Gravitação Quântica e sabemos que a gravidade é conhecida por orquestrar o universo.

Mesmo que alguns parâmetros fossem “jogados fora” para que a vida se ajustasse, Victor argumenta que se nosso universo é só mais um entre um número infinito de universos, cada um com diferentes parâmetros, nós teríamos nascido logo naquele em que as Leis se adaptam perfeitamente?

Religiosos dizem que supondo que existem um número infinito de universos, os Físicos estão recusando o argumento do Ser Supremo, mas os cientistas seguem a linha de pensamento racional e racionalmente, pensar em “multi-universos” faz mais sentido pra ciência já que cada vez mais existem fortes indícios da Teoria das Cordas que nos leva a crer que o Universo como vemos é apenas uma pequena parte do que existe.

O texto original pode ser lido na New Scientist

 

 

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