E agora Tio Sam?

21/02/2011 at 2:31 PM Deixe um comentário

Queda do império (científico) americano

Agência FAPESP – Uma mudança no cenário da pesquisa científica mundial irá reposicionar os Estados Unidos como um personagem importante, mas não mais como líder dominante. E essa mudança ocorrerá já na próxima década, afirma estudo feito na Universidade Penn State, nos Estados Unidos.

Por outro lado, a análise, apresentada no dia 18 na reunião anual da American Association for the Advancement of Science (AAAS), em Washington, aponta que o país poderá se beneficiar do novo panorama, caso adote políticas para compartilhar o conhecimento com a comunidade científica mundial.

“O que está emergindo é um sistema científico mundial no qual os Estados Unidos serão um participante entre muitos outros”, disse Caroline Wagner, professora da Penn State e autora do estudo.

Segundo ela, a entrada de mais países tem mudado o cenário da pesquisa mundial. De 1996 a 2008, a porcentagem de artigos científicos publicados pelos Estados Unidos em relação ao total mundial caiu 20%. Caroline atribui esse resultado não a uma queda nos esforços de pesquisa no país, mas ao crescimento exponencial observado em países como China e Índia.

A mudança principal está entre os chineses, que já ultrapassaram os norte-americanos na publicação de artigos em áreas como ciência natural e engenharia. Se as taxas de crescimento atuais forem mantidas, de acordo com a análise, a China publicará mais que os Estados Unidos em todas as áreas do conhecimento já em 2015.

De acordo com Caroline, embora a China ainda esteja atrás na qualidade –medida por indicadores como fator de impacto e citações –, a diferença nesse ponto para os Estados Unidos também está diminuindo. A China também deverá se tornar o primeiro país em número de cientistas.

O estudo aponta que recomendações típicas para estimular a pesquisa, como aplicar mais dinheiro no setor, não serão suficientes para garantir a supremacia científica norte-americana.

No lugar da estratégia tradicional do baixo retorno sobre o investimento, Caroline recomenda que os Estados Unidos passem a adotar uma política mais eficiente de compartilhar o conhecimento ao atrair para o país especialistas que desenvolveram melhores capacidades do que seus colegas norte-americanos em determinadas áreas. Outros países também podem fazer o mesmo com relação aos pesquisadores norte-americanos.

A autora do estudo discute a possibilidade de uma comunidade global nos moldes da “universidade invisível”, termo que deriva do século 17 e que descreve as conexões entre cientistas de disciplinas e locais diversos para criar uma sociedade científica mundial.

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Estadão

SÃO PAULO – Pesquisadores descobriram uma conexão surpreendente entre um hormônio produzido nos ossos e a fertilidade masculina. O estudo, publicado na Cell Press, mostra que o hormônio encontrado na matriz óssea conhecido como osteocalcina aumenta a produção de testosterona para apoiar a sobrevivência das células germinativas, que vão se tornando espermatozoides maduros.    

Segundo a equipe de Gerard Karsenty, da Universidade Columbia (EUA), os resultados obtidos do experimento com camundongos fornecem a primeira evidência de que o esqueleto pode controlar a reprodução pela produção de hormônios.

Os ossos foram considerados por muito tempo apenas tubos inertes e calcificados. Nos últimos dez anos, porém, cientistas obtiveram imagens mais dinâmicas, que mostravam o osso como um órgão endócrino, que se relacionava com o metabolismo energético e com a reprodução humana.

Sintetizada pelos osteoblastos, células da matriz óssea, a osteocalcina induz a produção de testosterona pelos testículos, mas não influencia a produção de estrogênio pelos ovários, de acordo com o relatório dos pesquisadores.

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