Zero é a bola da vez!

16/02/2011 at 12:17 PM Deixe um comentário

 

 

 

 

Vidro funde-se próximo ao zero absoluto

Inovação Tecnológica

Polêmica do vidro

Se você gosta de discussões e polêmicas, esqueça os programas de TV das seis da tarde.

Poucos campos da pesquisa científica têm cientistas tão aguerridos quanto os que tentam entender os vidros – o que alguns lhe dirão ser a “verdade sobre os vidros”, será taxado por outros como “mitos populares, sem comprovação científica.”

Tudo parece ter piorado depois que o Nobel de Física Philip Anderson publicou um artigo na revista Science, em 1995, afirmando que entender os vidros clássicos era um dos maiores mistérios da física da matéria condensada ainda por resolver.

Ele acrescentou que tal feito seria considerado a descoberta da década. Inúmeros pesquisadores parecem ter visto nesse desafio uma oportunidade para se juntar ao seleto grupo dos nobelistas.

Fusão no frio

Mas nem tudo são intrigas. O fato é que o vidro é difícil de ser estudado, principalmente porque ele é desordenado, não possuindo uma estrutura cristalina definida.

Ou seja, o vidro é um sólido, mas, mesmo depois de endurecer, mantém a desordem molecular de um líquido. Isso não acontece, por exemplo, com a água, que assume um padrão cristalino ordenado ao virar gelo.

Se já não faltassem polêmicas no campo dos vidros, agora, Thomas Markland e seus colegas da Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos, usaram a mecânica quântica para mostrar que o vidro pode fundir-se quando submetido a temperaturas extremamente baixas.

É isto mesmo: pode-se fundir os vidros, não aquecendo-os, mas resfriando-os até uma temperatura baixa o suficiente.

Fenomenologia dos vidros

Como qualquer outro material, o vidro vai se fundir se for aquecido.

No extremo oposto do mundo clássico, contudo, quando se aproxima do zero absoluto, o movimento dos seus átomos diminui e, de acordo com a mecânica quântica, começam a se comportar mais como ondas do que como partículas.

Segundo as simulações de Markland e seus colegas, esse comportamento ondulatório ajuda os átomos a fluir de um lugar para o outro, tunelando uns sobre os outros e eventualmente se comprimindo em espaços que normalmente seriam pequenos demais.

Segundo o artigo, publicado na revista Nature Physics, essa liberdade de movimento efetivamente funde a estrutura do vidro, fazendo com que ele se comporte como um fluido.

“Esta ‘reentrância’ dinâmica ocorre na ausência de alterações estruturais óbvias e não tem equivalente na fenomenologia dos sistemas clássicos de formação de vidros,” dizem os pesquisadores.

Incerteza das partículas

Tudo se encaixa dentro do previsto pela Princípio da Incerteza de Heisenberg, que afirma que é impossível determinar exatamente a posição e a velocidade de uma partícula num determinado momento.

Por enquanto, contudo, são teorias e simulações.

“Nós esperamos que futuros experimentos de laboratório possam provar nossas previsões,” disse o Dr. Eran Rabani, um dos autores do artigo.

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Queda de cabelo e câncer de prostata

Descoberta evidência transferência de DNA humano para bactéria

Processo evolutivo recente da batéria que provoca a gonorreia pode ter consequências em sua habilidade de adaptação aos seres humanos

Estadão

SÃO PAULO – Pesquisadores norte-americanos descobriram pela primeira vez evidências de transferência direta de fragmentos do DNA humano para o genoma da bactéria que provoca a gonorreia, a Neisseria gonorrhoeae. O estudo, publicado nesta segunda-feira, 14, revista mBio, descreve o que parece ser um evento recente da evolução dessa bactéria.

A descoberta sugere que a gonorreia tem a habilidade de adquirir DNA de seu hospedeiro para desenvolver novas cepas de si mesma, mas ainda é incerto se esse evento proporcionou uma vantagem evolutiva para a bactéria, segundo os cientistas.

Segundo os pesquisadores, essa descoberta é significativa por mostrar que as espécies podem dar grandes passos evolutivos quando conseguem “pegar” pedaços de DNA de outras espécies. Nesse caso, como a bactéria conseguiu pegar um pedaço do DNA de seu hospedeiro, isso pode ter diversas consequências em relação a quão bem ela pode se adaptar nos humanos.

A transferência de genes foi descoberta quando as sequências genômicas de diversas bactérias foram isoladas e três de 14 desses pedaços isolados continham sequências onde as bases de DNA eram idênticas a um elemento encontrado em humanos. Os pesquisadores sequenciaram esses trechos para confirmar que eram idênticos ao humano. A pesquisa também descobriu que essa sequência humana estava presente em cerca de 11% das culturas de bactérias estudadas.

Os pesquisadores também procuraram DNA humano na bactéria que causa a meningite, a Neisseria meningitidis, por ser muito similar à gonorreia, mas não encontraram nada. O que sugere que esse é um evento evolutivo muito recente. Segundo os pesquisadores, o próximo passo agora é compreender o que esse trecho de DNA humano realiza.

Os cientistas já tinham conhecimento do processo de transferência de DNA ocorrendo entre bactérias diferentes e entre bactérias e células de levedura, mas entre bactérias e DNA humano era um processo ainda desconhecido.

A descoberta oferece informações sobre a evolução da bactéria assim como sua habilidade de continuamente se adaptar e sobreviver em seus hospedeiros humanos. A gonorreia, que é transmitida pelo contato sexual, é uma das doenças mais antigas conhecidas e uma das poucas exclusivamente humanas.

Cientista do dia:

Richard Feynman

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