O Crômio e o amarelo desaparecido

15/02/2011 at 12:23 PM Deixe um comentário

Como Van Gogh perdeu o brilho

Agência FAPESP – Um grupo internacional de cientistas descobriu uma reação química complexa responsável pela deterioração de algumas das grandes obras artísticas da história, produzidas por Vincent van Gogh (1853-1890) e outros pintores famosos no século 19.

A novidade poderá ajudar a barrar o processo que faz com que as telas percam seu brilho e suas cores, como as obras de Van Gogh, cujo admirado amarelo brilhante tem se tornado um apagado marrom com o passar do tempo. O estudo foi publicado na edição de 15 de fevereiro da revista Analytical Chemistry.

Para desvendar os segredos da reação química, os cientistas empregaram diversas técnicas e ferramentas de observação e análise, entre as quais raios X que usam luz síncrotron. Além da análise de obras, o grupo também examinou tubos de tinta conservados desde a época de Van Gogh.

Os pesquisadores envelheceram os pigmentos artificialmente e verificaram que o escurecimento da camada superior estava relacionado com uma redução do crômio na tinta de Cr(VI) para Cr(III).

Os raios síncrotron, de dimensões microscópicas, revelaram o que ocorre na finíssima camada entre a tinta e o verniz. A luz solar é capaz de penetrar apenas alguns micrômetros na tinta, mas o suficiente para disparar uma reação que transforma o amarelo em pigmentos marrons, alterando a composição original da peça.

“O estudo terá continuidade e queremos entender quais são as condições que favorecem a redução do crômio e se há algo que possamos fazer para reverter os pigmentos para seu estado original em telas em que esse processo está em curso”, disse Koen Janssens, da Universidade de Antuérpia, na Bélgica, que dirigiu o estudo.

A decisão de Van Gogh de usar cores brilhantes e novas para a época é considerada um dos grandes momentos na história da arte. O artista holandês escolheu cores que destacassem emoção, em vez de usá-las realisticamente, como era a norma na época.

Sem as inovações na fabricação de pigmentos ocorrida no século 19, essa escolha não teria sido possível. Foi a intensidade dos novos pigmentos, como o amarelo de crômio, que permitiram que Van Gogh atingisse a maestria de obras como a série de girassóis.

O holandês começou a usar as cores mais brilhantes após se mudar para a França, onde conheceu outros artistas, como Paul Gauguin, que compartilharam com ele as ideias inovadoras.

O artigo Degradation Process of Lead Chromate in Paintings by Vincent van Gogh Studied by Means of Synchrotron X-ray Spectromicroscopy and Related Methods, de Koen Janssens e outros, pode ser lido por assinantes da Analytical Chemistry em http://pubs.acs.org/journal/ancham.

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Interface neural monitora ondas cerebrais continuamente

Redação do Site Inovação Tecnológica

Interfaces cerebrais

interfaces neurais, controle de equipamentos usando os pensamentos, interfaces cérebro-máquina.

Assim como os teclados parecem estar dando lugar às telas sensíveis ao toque, a próxima geração de interfaces já está sendo desenhada.

À medida que a tecnologia dos sensores avança, juntamente como a compreensão do cérebro humano, fica cada vez mais próximo o dia em que os dedos darão lugar às ondas cerebrais.

É isto o que se vê no desenvolvimento mais recente apresentado pelo centro de pesquisas IMEC, da Bélgica.

Monitoramento cerebral contínuo

O equipamento é um sistema de eletroencefalograma que permite o monitoramento contínuo das ondas cerebrais.

Inicialmente desenvolvido para aplicações médicas, o aparelho registra as ondas cerebrais e as transmite via rádio – a chamada conexão wireless – para um receptor localizado a até 10 metros do usuário.

A questão é que são exatamente esses sistemas médicos que os pesquisadores estão utilizando em suas interfaces neurais para o controle de computadores, equipamentos eletrônicos, cadeiras de rodas, exoesqueletos e robôs.

Toda a eletrônica embarcada do aparelho, incluindo o processador, controlador e radiotransmissor, está acondicionada em um circuito medindo 2,5 x 3,5 x 5 centímetros – cabe em qualquer fone de ouvido ou capacete.

O equipamento inteiro consome apenas 3,3 mW (miliwatts) de energia quando transmitindo para apenas 1 canal, e 9,2 mW quando transmitindo para 8 canais – isso se traduz em uma durabilidade de até 4 dias para suas baterias de íons de lítio de 100 mAh.

Eletroencefalograma em casa

O mais importante para sua aplicação prática, contudo, talvez seja o fato de que o equipamento utiliza eletrodos secos – não é necessário passar o gel normalmente usado para melhorar o contato do eletrodo com o corpo.

Apesar disso, são usados sensores de liga de prata, fabricados para uso médico, disponíveis comercialmente. Isso significa que pode haver algum desconforto, já que o conforto não é uma prioridade quando se desenvolve aparelhos para serem usados poucos minutos durante um exame.

Do ponto de vista médico, o equipamento permite que os exames de eletroencefalograma hoje feitos em laboratório, exigindo técnicos especializados e colocação de eletrodos com gel, possam ser feitos em casa.

O monitoramento contínuo dará aos médicos dados dos pacientes muito mais próximos da realidade do que a amostragem hoje feita durante alguns minutos no laboratório.

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