O segredo da pescaria

09/02/2011 at 12:24 PM Deixe um comentário

O modo de vida moderno e sua pressão diária — a falta de tempo, de grana e de uma boa qualidade de vida —  produz a cada dia uma nova multidão de gente estressada. Quem nunca ouviu a frase: “Tá nervoso? Vá pescar!”. Mas além da paisagem relaxante e da desobrigação do pescador-de-final-de-semana frente ao rio, algumas proteínas produzidas no próprio corpo podem ser a chave para mandar embora aquela nuvenzinha carregada que insiste em permanecer em cima da cabeça.

Desligando o estresse

9/2/2011

Agência FAPESP – A ansiedade é algo normal e muitas vezes desejável, sendo parte do que ajuda o homem a superar perigos e ameaças, por exemplo. Mas tão importante quanto a ansiedade é o retorno ao estado normal. Quem tem dificuldade de “desligar” o estado pode desenvolver distúrbios de ansiedade, estresse pós-traumático e depressão.

Entender como o organismo humano responde a estados de estresse agudo é o que motivou a pesquisa conduzida por Alon Chen e colegas no Departamento de Neurobiologia do Instituto de Ciência Weizmann, em Israel.

Os cientistas dirigiram o estudo para uma família de proteínas que tem papel importante para regular o mecanismo do estresse. Uma dessas moléculas, a CRF, é conhecida por iniciar uma sequência de eventos que ocorrem quando uma pessoa se sente pressionada.

A pesquisa identificou evidências de que três proteínas, denominadas urocortina 1, 2 e 3, atuam no desligamento da resposta ao estresse. Os resultados foram publicados na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Os pesquisadores geraram camundongos geneticamente modificados para que não produzissem as três urocortinas e usaram outro grupo controle, de animais normais.

Ao serem submetidos a situações estressantes, os dois grupos reagiram de modo semelhante. As diferenças foram percebidas 24 horas depois, quando o grupo controle havia voltado ao estado normal, mas o outro ainda estava com os mesmos níveis de ansiedade observados logo após o episódio estressante.

Para tentar entender os mecanismos de ação das proteínas, Chen e colegas analisaram os dois grupos de camundongos para níveis de expressão de genes com papel conhecido na resposta ao estresse.

Os cientistas verificaram que os níveis de expressão genéticos permaneceram constantes durante e após o estresse nos animais geneticamente modificados. Os padrões se alteraram consideravelmente no grupo controle.

Segundo os cientistas, o motivo é que no primeiro grupo o sistema urocortina não pode ser ativado, impedindo os animais de retornarem ao estado normal.

“Os resultados implicam que o sistema urocortina tem um papel central na regulação das respostas ao estresse. Isso poderá ter implicações para o estuso de distúrbios de ansiedade, depressão e anorexia”, disse Chen.

O artigo Perifornical Urocortin-3 mediates the link between stress-induced anxiety and energy homeostasis (doi/10.1073/pnas. 1003969107), de Alon Chen e outros, pode ser lido por assinantes da PNAS em www.pnas.org/content/107/18/8393.full.

 

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“Senhor das Formigas” ganha prêmio espanhol de ecologia

Folha

Edward Wilson, conhecido biólogo americano, apelidado de “O Senhor das Formigas” por suas inovadoras pesquisas sobre estes insetos, foi agraciado na Espanha com um prêmio de € 400 mil euros (R$ 906 mil) pelo conjunto de sua obra.

Hoje com 81 anos, Wilson foi o primeiro cientista a descrever o comportamento social das formigas, declarou a Fundação BBVA em um comunicado, após ter concedido na terça-feira o prêmio Fronteiras do Conhecimento na categoria Ecologia e Biologia da Conservação.

Wilson conseguiu demonstrar que as formigas usam feromônio, uma substância química, para se comunicar e escolher seus itinerários, destacou o comunicado.

Segundo o júri, o biólogo também inventou e vulgarizou o termo “biodiversidade”.

Após ser informado na véspera sobre a decisão dos jurados, o cientista disse que considerava o prêmio “uma distinção maior”, informou a fundação BBVA.

Segundo a organização, Edward Wilson, professor emérito da Universidade de Harvard, não perdeu o interesse pelas formigas.

“Obviamente prestarei atenção nelas quando chegar a Madri para a cerimônia de entrega dos prêmios”, declarou aos jurados.

“Com exceção dos humanos, as formigas possuem o sistema social mais complexo de todas as criaturas vivas da Terra. As pessoas me perguntam com frequência como faço para comparar as formigas aos homens e eu os faço observar que o estudo das formigas teve um enorme impacto no estudo do comportamento humano”, acrescentou.

 

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