Agulha no palheiro

07/02/2011 at 12:31 PM Deixe um comentário

Com certeza você já ouviu essa expressão e se pegou imaginando como seria difícil encontrar esse pequeno objeto. Bem, mas tem quem não desista: os astronomos, astrofísicos e astrobiólogos! Para eles, encontrar um planeta com as mesmas características da Terra seria exatamente como ganhar na mega acumulada. Mas os planetas são pequenos e o universo é grande, ou seja, procurar uma nova terra é como procurar uma agulha no palheiro. Contudo, enquanto não acham a nova Terra, outras grandes descobertas surgem dessas pesquisas:

Sistema com seis planetas

3/2/2011

Agência FAPESP – Encontrar outra Terra entre os trilhões (ou mais) de planetas no Universo é um desejo recorrente entre os astrônomos. Mas, até agora, dos mais de 500 planetas além do Sistema Solar que foram descobertos, nenhum se mostrou semelhante em massa, composição ou qualquer outra característica importante da Terra.

De qualquer maneira, a busca nunca viveu um momento como o atual. O motivo é a sonda Kepler, lançada em março de 2009 pela Nasa, a agência espacial norte-americana, com a missão de descobrir justamente planetas parecidos com a Terra em órbita de outras estrelas.

A edição desta quinta-feira (3/2) da revista Nature destaca na capa a nova e notável descoberta de um sistema formado por uma estrela parecida com o Sol, denominada Kepler-11, que tem seis planetas em trânsito (passam pela linha de visão entre a Terra e a estrela).

A descoberta, segundo os cientistas envolvidos, é importante por ampliar o conhecimento a respeito da formação de sistemas planetários. Poucas estrelas conhecidas têm mais de um planeta em trânsito, o que faz com que o Kepler-11 seja bastante incomum.

Segundo o artigo de Jack Lissauer, do Centro de Pesquisas Ames, da Nasa, e colegas os cinco planetas mais próximos à estrela têm órbitas relativamente curtas, que variam entre 10 e 47 dias, e uma configuração muito compacta. O sexto tem uma órbita mais extensa, de 118 dias.

Os primeiros cinco planetas estão entre os menores até hoje encontrados – com entre 2,3 e 13,5 vezes a massa da Terra – e, segundo as análises feitas, devem conter envelopes de gases leves. A missão Kepler coletará novamente dados sobre o sistema, que ajudarão os cientistas a conhecer melhor os planetas e suas interações no sistema.

“Dos seis planetas, o mais massivo é potencialmente semelhante a Netuno ou Urano, mas os três de menores massas são diferentes de qualquer coisa que tenhamos no Sistema Solar”, disse Jonathan Fortney, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, um dos autores do estudo.

Até então, apenas três exoplanetas (além do Sistema Solar) menores que Netuno haviam sido descobertos. Mais de 100 planetas em trânsito de suas estrelas haviam sido identificados com a ajuda da sonda Kepler e de outros telescópios, mas a grande maioria é composta por gigantes gasosos e quase todos estão em sistemas com um único planeta.

Dois textos na Nature comentam a descoberta e o sucesso da missão Kepler. Mas ressaltam que, apesar da identificação de vários planetas e de centenas de objetos candidatos que aguardam confirmação, o prospecto para os próximos anos não é otimista. O motivo é que as missões que sucederiam a Kepler foram ou canceladas ou adiadas indefinidamente por cortes no orçamento da Nasa.

O artigo A closely packed system of low-mass, low-density planets transiting Kepler-11 (doi:10.1038/nature09760), de Jack Lissauer e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.

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Fóssil encontrado no Brasil revela 100 milhões de anos de estagnação evolutiva

Ancestral de inseto que hoje habita regiões da Ásia e África foi descoberto em área de calcário no Nordeste

03 de fevereiro de 2011

Estadão

SÃO PAULO – Pesquisadores descobriram um ancestral de 100 milhões de anos de um grupo de insetos carnívoros, semelhantes a grilos, que vivem hoje no sul da Ásia, na região da Indochina e no Norte da África. A nova descoberta, feita em uma região com ocorrência de fósseis de calcário no Nordeste do Brasil, corrige a classificação errada de um outro fóssil deste tipo e revela que o gênero sofreu pouca mudança evolucionária desde o Período Cretáceo, época dos dinossauros, pouco antes da dissolução do supercontinente Gondwana.

Embora o fóssil seja diferente dos grilos de hoje em dia, a maior parte de suas características permanece igual, o que revela que o gênero pode ter passado por um período de estagnação evolutiva de cerca de 100 milhões de anos.

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