Hoje é dia de Paideia

01/02/2011 at 12:45 PM Deixe um comentário

Olá,  hoje é dia de mais um programa Paideia! Hoje você acompanha a reprsise do quarto episódio da rádio novela “Um universo entre nós” e fica sabendo das últimas notícias da ciência. Além disso,  Gustavo Rojas o Céu da Semana.  O programa Paideia vai ao ar às 18h na Rádio UFSCar, transmitida em 95,3 FM para São Carlos e Região ou ainda em http://www.radio.ufascar.br

Mas enquanto não chega a hora do programa você pode aproveitar para aprender mais aqui pelo nosso blog.

Boa leitura!

Cern: LHC continuará em funcionamento até o final de 2012

A partir de 2013 o colisor fará uma pausa técnica para se preparar para o funcionamento com altas energias

01 de fevereiro de 2011

Estadão/Efe

GENEBRA – O grande acelerador de partículas (LHC) da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern, em sua sigla em francês), funcionará até 2012, quando fará uma pausa para se preparar para o funcionamento com altas energias em 2014.

A direção do Cern anunciou também que durante 2011 e 2012 o acalerador continuará funcionando a baixas energias de 3,5 TeV (teraelétron-volts). “Se o LHC continuar dessa forma e funcionar tão bem em 2011 como em 2010, o ano será emocionante”, disse em comunicado, Steve Myers, diretor dos aceleradores do Cern.

Estava previsto que o Grande Colisor de Hádrons funcionasse até o fim de 2011 e depois fizesse uma grande pausa técnica em 2012, para que pudesse funcionar com altas energias de 7 TeV em 2013.

No entanto, o “excelente funcionamento” do acelerador durante o ano de 2010 fez com que a equipe repensasse o calendário e decidisse adiar a pausa em um ano para poder obter mais dados. “Desta maneira obteremos dados suficientes para dispor de indícios interessantes de uma nova física. Mas para que esses novos indícios se transformem em descobertas, ainda faltam mais dados, por isso decidimos adiar a pausa técnica”, acrescenta o comunicado.

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Autor de “Lolita” estava certo sobre borboleta dos Andes

31/01/2011

Folha

O escritor russo Vladimir Nabokov, autor do clássico “Lolita”, estava certo quando, em um estudo especulativo de 1945, disse que as borboletas chegaram aos Andes vindas da Ásia em uma série de movimentos migratórios.

É isso que mostra uma pesquisa publicada recentemente na revista científica “Proceedings of the Royal Society”, de Londres. O trabalho foi comandado por cientistas da Universidade de Harvard (EUA).

Nabokov aprofundou seus estudos sobre as borboletas durante seu exílio nos EUA, para onde fugiu em 1940 por causa do nazismo –isso depois de já ter saído da Rússia durante a revolução do país.

Em solo norte-americano, ele desenvolveu um método inovador para classificar esses insetos com base nos seus órgãos genitais.

Por ser tão especialista, chegou à curadoria do arquivos desses insetos no Museu de Zoologia da Universidade Harvard.

Em 1945, Nabokov especulou que as borboletas andinas da família Polyommatus tiveram origem na Ásia e chegaram ao Chile via Estreito de Bering.

Ele descreveu que elas saíram da Ásia há 10 milhões de anos e que fizeram cinco longas ondas migratórias rumo à América do Sul.

COMPROVAÇÃO

Na época em que os estudos de Nabokov vieram à tona, poucos cientistas levaram o russo a sério. Mas, desde a sua morte, em 1977, a sua reputação tem crescido.

Nos últimos dez anos, uma equipe de cientistas conseguiu comprovar a teoria de Nabokov por meio de sequenciamento genético.

Eles fizeram quatro expedições aos Andes em busca das borboletas.

De volta aos laboratórios, detalharam os genes da borboletas da família Polyommatus e, por computador, calcularam as relações mais prováveis entre elas. Também compararam o número de mutações de cada espécie encontrada.

Resultado: os pesquisadores descobriram que as espécies da América compartilhavam um ancestral comum que viveu há cerca de 10 milhões de anos na Ásia.

Ou seja: as borboletas andinas não são resultado evolutivo dos insetos da Amazônia, como alguns supunham, mas vieram mesmo da Ásia. O russo estava certo.

Os cientistas também confirmaram que os bichos viajaram pelo Estreito de Bering. Isso porque a linhagem da primeira borboleta Polyommatus que fez a viagem poderia sobreviver à temperatura compatível com o clima de Bering na época.

AMOR DE FAMÍLIA

O escritor russo herdou a paixão por borboletas de família. O pai lhe presenteou com um desses insetos na cadeia, quando foi preso pelas autoridades russas por conta das suas atividades políticas. Nabokov tinha oito anos.

Mais velho, o especialista russo começou a participar de expedições de caças a borboletas e passou a descrevê-las de acordo com suas características observáveis.

Apesar da paixão científica, ele ficou conhecido mesmo por suas obras literárias.

 

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Cientista do dia:

Thomas Huxley

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Luzes Gelo

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