Luzes

31/01/2011 at 12:17 PM Deixe um comentário

Que tal começar essa semana de uma maneira iluminada? Para começar vamos olhar para o Céu e saber as novidades dos astros:

Pesquisa da USP traz dados mais precisos sobre a massa de 58 galáxias

26/01/2011

Agência USP

Pesquisa do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP (Universidade de São Paulo) traz informações mais precisas sobre o valor e a distribuição da massa de 58 galáxias. O estudo foi feito pelo professor Laerte Sodré Júnior e pelo pós-doutorando Antonio Guimarães a partir das análises do fenômeno conhecido como “anel de Einstein” e da dinâmica estelar. O trabalho deu origem a um artigo publicado na edição de fevereiro do periódico The Astrophysical Journal.

De acordo com Guimarães, as galáxias estudadas se encontram a uma distância média de 2,4 bilhões de anos-luz do Sistema Solar. “A luz das galáxias que estão atrás das outras que tiveram suas massas medidas estão muito mais distantes, algo como 5,7  bilhões de anos-luz”, conta.

Na pesquisa foram utilizados dois métodos de medição. O primeiro, baseado no efeito de lentes gravitacionais, analisa a distorção da imagem de uma galáxia que se encontra atrás da galáxia da qual se quer medir a massa. Como essa distorção, conhecida como “anel de Einstein”, é provocada pela ação gravitacional da galáxia que está na frente, torna-se possível calcular a massa responsável pela intensidade do efeito. Esse método só pode ser usado quando são observadas duas galáxias alinhadas, o que é um evento raro.

Dinâmica

As 58 galáxias que atendiam a essa condição também foram analisadas por meio de outra forma de medição de massa, chamada análise de dinâmica estelar. Nesse procedimento, o cálculo é feito aplicando-se leis da física à velocidade observada das estrelas da galáxia da qual se quer medir a massa.

A medição da massa de uma galáxia é feita de forma indireta, a partir de grandezas que podem ser observadas. Por isso, a estimativa da massa depende de alguns “graus de liberdade”. A combinação de métodos de medição limita essas liberdades, aumentando a determinação do cálculo.

“Comparando as duas medidas podemos dizer, além de qual é a massa da galáxia, qual é o seu perfil de densidade”, explica Guimarães, que é o autor principal do estudo. O perfil de densidade é a informação mais importante sobre a distribuição da massa na galáxia, e pode ser aplicado em pesquisas de astrofísica abordando formação de galáxias e o estudo de matéria escura (material no Universo cuja existência é inferida, mas que possui natureza ainda desconhecida).

O trabalho de Guimarães e Sodré utilizou dados do Telescópio Espacial Hubble e do projeto Sloan Digital Sky Survey, que faz a catalogação de galáxias. Os cálculos foram realizados no IAG, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Cientistas estudam luminosidade produzida por caracol marinho

Bioluminescência parece servir para afastar predadores e pode inspirar a indústria ótica, dizem pesquisadores.

31 de janeiro de 2011

Estadão com informações da BBC

Cientistas do Instituto de Oceanografia da Universidade da Califórnia em San Diego (EUA) revelaram recentemente detalhes das luzes produzidas pela espécie de caracol marinho Hinea brasiliana, que geralmente se agrupa em litorais rochosos.

Os pesquisadores descobriram que esses animais, em vez de produzir um foco de luz, usam suas conchas para espalhar uma luz bioluminescente verde em todas as direções.

A luz parece ser uma forma de defesa, provavelmente usada para afastar predadores ao dar a ilusão de que o caracol tem um tamanho maior que suas dimensões reais, explicam os cientistas Dimitri Deheyn e Nerida Wilson na versão online do periódico Proceedings of the Royal Society B (Biological Sciences).

Em experimentos, Deheyn percebeu que a luz funciona como um “alarme”: acende quando o caracol se depara com algum possível predador, como um caranguejo ou camarão.

Os animais, coletados na costa da Austrália, surpreenderam os pesquisadores, já que sua concha opaca dava a impressão de que conteria a transmissão de luz. Em vez disso, quando o caracol produz a luminosidade verde em seu corpo, a concha age como um mecanismo para dispersar especificamente essa cor, segundo o instituto.

Para Deheyn, o poder de difusão de luz do Hinea brasiliana é excepcional, em comparação com outros materiais, e pode despertar o interesse das indústrias óticas e de bioengenharia.

“Nosso próximo foco é tentar entender o que faz com que sua concha tenha essa capacidade e o que pode ser útil para construir materiais com um desempenho ótico melhor”, disse o cientista.

Quer saber mais sobre bioluminescência? Visite:

Biota-Biolum

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Ciência em dia

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