Uma longa e antiga caminhada

28/01/2011 at 1:22 PM Deixe um comentário

Alguns mistérios ainda cercam a origem e a dispersão da nossa espécie, contudo,   a ciência vai aos poucos  encontrando algumas respostas.

Homem moderno deixou a África 65 mil anos antes do que se pensava

Cientistas descobriram ferramentas de pedra com 100 mil a 125 mil anos na Península Arábica

27 de janeiro de 2011 | 18h 10

Estadão – Reuters

FRANKFURT – O Homo sapiens deixou a África em direção à Arábia cerca de 65 mil anos antes do que se pensava, e esse êxodo foi motivado por fatores ambientais em vez de tecnologia, disseram cientistas nesta quinta-feira, 27.

Os resultados do estudo, que será publicado na edição desta semana da revista Science, sugerem que os migrantes seguiram uma rota direta da África para a Península Arábica, e não viajaram pelo vale do Nilo ou Oriente Médio, como indicavam trabalhos anteriores.

Uma equipe internacional de pesquisadores avaliou um conjunto de ferramentas antigas que incluía machados, perfuradores e raspadores encontrados no sítio arqueológico de Jebel Faya, nos Emirados Árabes Unidos.

“Nossos achados devem estimular uma reavaliação dos meios pelos quais nós, seres humanos modernos, nos tornamos uma espécie global”, afirmou Simon Armitage, da Universidade de Londres, que participou do estudo.

Usando datação por luminescência – técnica que determina quando partículas minerais foram expostas à luz solar pela última vez -, os cientistas descobriram que as ferramentas de pedra têm entre 100 mil e 125 mil anos de idade.

Embora a data exata de saída da África do homem moderno tenha sido assunto de muitos debates, evidências anteriores apontam que o êxodo ocorreu ao longo da costa do Mar Mediterrâneo ou Arábico há cerca de 60 mil anos.

Hans-Peter Uerpmann, da Universidade Eberhard Karls em Tübingen, Alemanha, que liderou a pesquisa, explicou que a perícia descartou a possibilidade de as ferramentas terem sido feitas no Oriente Médio.

Segundo ele, esses instrumentos lembram os fabricados por seres humanos primitivos da África Oriental, sinalizando que “nenhuma realização cultural específica demandou que as pessoas deixassem a África”.

O trabalho mostra que fatores ambientais, como o nível do mar, eram mais importantes que as inovações tecnológicas para incentivar a migração. Os autores analisaram o nível do mar e registros de mudanças climáticas preservados na paisagem desde o último período interglacial – há cerca de 130 mil anos – para delimitar quando os humanos cruzaram a Arábia.

Eles descobriram que o Estreito Bab-el-Mandeb, entre a Arábia e a África, teria se tornado mais estreito naquele momento, como os níveis do mar mais baixos, proporcionando uma rota segura para fora da África, tanto antes quanto no início desse período interglacial.

Uerpmann disse que o estreito pode ter sido transitável na maré baixa, o que torna provável que os humanos modernos caminhassem por ele ou viajassem em balsas ou barcos.

Anteriormente, pensava-se que os desertos da Península Arábica teriam impedido um êxodo da África, mas o novo estudo sugere que a região se tornou mais úmida durante o período interglacial, com mais lagos, rios e vegetação, facilitando a sobrevivência do homem nessa travessia.

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Unesco tenta quebrar recorde de maior experimento científico

Evento é parte do lançamento do Ano Internacional da Química, lançado pela agência da ONU, nesta quinta-feira.

28/01/2011

Anelise Borges, da Rádio ONU em Paris.

Alunos do ensino primário e secundário na França foram convidados a participar na quebra de um recorde: o do maior experimento científico já realizado na história da química.

O projeto, intitulado “Água: Uma Solução Química”, pede a estudantes que realizem experiências sobre a qualidade da água. O objetivo é estimular crianças na proteção deste recurso vital.

Contribuição Humana

Ao mesmo tempo estudantes universitários vão realizar um outro projeto relacionado às mudanças climáticas. Através de 13 lições interativas, os jovens vão poder entender melhor os fenômenos científicos ligados às alterações climáticas e seus efeitos no meio ambiente, além de avaliar a contribuição humana para esse fenômeno.

As experiências fazem parte das comemorações do Ano Internacional da Química, em 2011, lançado oficialmente pela Unesco nesta quinta-feira.

Irina Bokova, diretora-geral da agência, afirmou que “o desenvolvimento e o uso responsável da química fornece respostas para algumas das principais questões atuais: como alimentar as pessoas, melhorar sua saúde e sustentar o desenvolvimento.” Segundo ela, o Ano Internacional da Química é um momento para uma profunda reflexão sobre esses assuntos .

“Química – Nossa vida, Nosso Futuro”

Sob o slogan: “Química – Nossa Vida, Nosso Futuro”, o Ano espera, ainda, atrair mais jovens para a disciplina para compensar a falta de interesse pelas ciências.

A conferência de lançamento reuniu vários ganhadores do Prêmio Nobel de Química. Entre os temas da discussão estavam as relações entre a disciplina e o desenvolvimento sustentável e o lugar das mulheres na ciência.

Irina Bokova lembrou que desde que a cientista polonesa, Marie Curie, recebeu o Prêmio Nobel de Química, há 100 anos, somente três mulheres, até o momento, conseguiram ser reconhecidas com a mesma distinção.

Cientista do dia:

Marie Curie

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