Homens e macacos

27/01/2011 at 12:56 PM 1 comentário

Em pleno séc. XXI tem quem ainda duvide de nossa descendência simiesca. Você ainda não acredita no velho Sir Charles R. Darwin e no seu papo de evolução? Então é bom dar uma lida nesta matéria:

Genoma do orangotango tem 97% de coincidências com o homem, diz estudo

Os 3% representam 90 milhões de variantes; animal e homem tiveram ancestral comum

Efe

MADRI – Um consórcio internacional de pesquisa sequenciou o genoma do orangotango e identificou 97% de coincidências genéticas com o ser humano, segundo publicou esta semana a revista Nature.

Cientistas do Instituto de Biologia Evolutiva de Barcelona (UPF-CSIC) e do Instituto de Oncologia da Universidade de Oviedo colaboraram nesse trabalho, dirigido pelo cientista Devin Locke, da Universidade de Washington em Saint Louis (EUA) e fruto da colaboração de mais de 30 laboratórios de sete países.

Os pesquisadores identificaram mais de 3 milhões de pares de bases que constituem o genoma do orangotango, animal com o qual o homem compartilhou um antepassado comum há mais de 12 milhões de anos.

Apesar das grandes coincidências genéticas dos humanos com o orangotango, “nós não somos tão parecidos com a espécie como se pensava há alguns anos”, explicou Arcadi Navarro, coordenador do estudo apresentado pelos pesquisadores da Universidade Pompeu Fabra, em Barcelona, onde ensina genética.

O cientista, que é também professor do UPF-CSIC, acrescentou que “graças às técnicas modernas foram detectadas diferenças muito importantes em certos fragmentos do genoma, e isso nos faz muito diferentes”.

Esses 3% de diferenças nas zonas comuns do genoma representam cerca de 90 milhões de variantes não comuns. “Só nesses fragmentos não compartilhados poderia haver até dezenas de genes que nós temos, mas os orangotangos não, e vice-versa”.

Segundo os cientistas, com a sequenciação do genoma do orangotango, ampliou-se o conhecimento genômico dos primatas vivos, entre eles o homem e o chimpanzé. Por outro lado, também já foram sequenciados os genomas dos extintos Homo neanderthalensis e Denisova hominin.

Os dados obtidos sobre o orangotango apresentam pistas para entender a evolução dos hominídeos e o processo até a aparição do Homo sapiens sapiens. Além disso, a pesquisa oferece informação sobre os mecanismos das reorganizações cromossômicas de doenças como o câncer.

Mais algumas interessantes:

Para que servem os algoritimos? (em espanhol)

Ministro propõe criação da Wikiflora, enciclopédia digital da biodiversidade

E hoje também tem novidade no céu. Uma nova galáxia anunciada já causa discussões entre os pesquisadores:

Astrônomos acreditam ter descoberto a galáxia mais distante já detectada

Objeto a 13,2 bilhões de anos-luz da Terra foi captado pelo Hubble; cientistas ainda estão céticos

26 de janeiro de 2011 | 17h 38

Estadão com informações da Efe e AP

Um grupo de astrônomos descobriu uma galáxia que pode ser a mais distante detectada até o momento, situada a cerca de 13,2 bilhões de anos-luz da Terra, segundo estudo publicado nesta quarta-feira, 26, pela revista Nature. A pesquisa ainda não foi confirmada cientificamente, e alguns astrônomos estão céticos.

Os astrônomos também registraram mudanças significativas no número de galáxias detectadas. “Nossas buscas anteriores tinham encontrado 47 quando o Universo tinha cerca de 650 milhões de anos”, disse Illingworth, que acrescentou que “o Universo está mudando muito rapidamente em um curto período”.

Bouwens, por sua vez, afirmou que os resultados são consistentes com a imagem hierárquica de formação das galáxias, segundo a qual elas cresceram e se uniram sob a influência gravitacional da matéria escura.

Ainda mais interessante que a idade avançada da galáxia recentemente descoberta, é a ausência de outras da mesma idade. Isso indica que a formação de estrela nesse ponto na “infância” do Universo estava acontecendo a uma taxa 10 vezes mais lenta do que seria milhões de anos mais tarde, apontou Illingworth.

Quanto mais longe está uma galáxia, mais tempo leva para a luz dela viajar pelo espaço. Por isso, ver as mais distantes é como olhar para trás no tempo. Se a nova pesquisa estiver correta, a luz da galáxia recentemente encontrada teria viajado 13,2 bilhões de anos-luz para ser vista pelo Hubble.

O novo objeto, apenas uma mancha tênue nas imagens do telescópio, é bem pequeno se comparado às enormes galáxias que podem ser vistas atualmente. A Via-Láctea, por exemplo, é mais de 100 vezes maior.

Para chegar à descoberta, os cientistas calcularam a distância de um objeto no espaço com base em seu desvio para o vermelho, fenômeno que ocorre quando a radiação eletromagnética – normalmente a luz visível – emitida por um objeto tende ao vermelho no final do espectro. A galáxia recém-descoberta alcançou um nível provável de desvio para o vermelho de 10,3 pontos.

No trabalho, os pesquisadores também descreveram outras duas galáxias com desvios para o vermelho maiores que 8,2, que era o maior valor confirmado anteriormente para qualquer objeto astronômico.

O estudo envolveu uma avaliação aprofundada dos dados de imagem coletados pelo Campo Ultra Profundo do Hubble (HUDF, em sua sigla em inglês) de uma parte do céu de cerca de um décimo do tamanho da Lua. Durante dois períodos de quatro dias, nos verões de 2009 e 2010, o telescópio apontou para um ponto minúsculo no HUDF durante uma exposição de 87 horas com câmera de raios infravermelhos.

Para ir além do desvio para o vermelho 10, os astrônomos terão que esperar pelo sucessor do Hubble – que tem 20 anos de idade e produzido cada vez mais imagens de objetos distantes e antigos -, o Telescópio James Webb (JWST), cujo lançamento pela Nasa está previsto até 2015.

Contestações

O astrônomo Richard Ellis, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, está perturbado com a descoberta da equipe de Illingworth, que refez seu estudo original – a descoberta de três galáxias de 13,2 bilhões de anos. Os autores, segundo ele, simplesmente apareceram com uma galáxia inteiramente diferente, uma mudança difícil acreditar.

Illingworth disse inicialmente que ele e seus colegas confundiram o que poderia ter sido uma luz de bilhões de anos atrás com um “ruído” no fundo da imagem, do processo de olhar para tão longe, motivo pelo qual eles refizeram a pesquisa. O autor disse que, em seguida, encontrou a nova galáxia e viu que era mais provável de ser real que as anteriores.

“Cometemos um erro e, felizmente, tivemos formas de consertá-lo antes de divulgarmos e publicarmos formalmente o estudo”, afirmou Illingworth, cujos coautores também incluíram astrônomos da Suíça.

Ellis e Henry Ferguson, do Instituto de Ciência do Telescópio Espacial, estão preocupados porque a equipe de Illingworth usou apenas um dos vários filtros de telescópio para encontrar essa galáxia. Eles especulam que os autores podem ter achado um objeto que está muito mais perto que o anunciado.

Illingworth reconheceu que há uma chance de 20% de a mancha se tratar de “contaminação”, mas tem quase certeza de que esse é um objeto verdadeiro. Ferguson disse que o autor fez um trabalho muito bom em tornar essa detecção convincente.

Aproveite que chegou até aqui e conheça o nosso “Cientista do dia”:

Michael Faraday

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O fim das abelhas Uma longa e antiga caminhada

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